𝗕𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗕𝗮𝗶𝘅𝗮 𝗧𝗩 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗦𝗮𝗿𝗮 𝗩𝗮𝗹𝗲́𝗿𝗶𝗼

𝗕𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗕𝗮𝗶𝘅𝗮 𝗧𝗩 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗦𝗮𝗿𝗮 𝗩𝗮𝗹𝗲́𝗿𝗶𝗼

𝗕𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗕𝗮𝗶𝘅𝗮 𝗧𝗩 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗦𝗮𝗿𝗮 𝗩𝗮𝗹𝗲́𝗿𝗶𝗼, 𝗰𝗼𝗼𝗿𝗱𝗲𝗻𝗮𝗱𝗼𝗿𝗮 𝗱𝗼 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗿𝗽𝗿𝗲𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗕𝗼𝗿𝗱𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗲𝗹𝗼 𝗕𝗿𝗮𝗻𝗰𝗼 (𝗖𝗜𝗕𝗖𝗕)

BBTV – O CIBCB, está envolvido em várias iniciativas que promovem esta arte tradicional. Quais são?

SARA VALÉRIO – É verdade, o Centro está empenhado na promoção, divulgação, reconversão e certificação do Bordado de Castelo Branco.

Recordo que, este centro foi criado com a força da Câmara Municipal de Castelo Branco para que não se percam estes valores e este património que nos identifica.
BBTV – Face a este sucesso, certamente que, as visitas ao centro, e os contatos têm sido uma constante

SARA VALÉRIO- Sim. São inúmeras as visitas orientadas que nos solicitam. Os grupos de pessoas são muitas vezes acompanhados sendo feita a devida promoção do bordado, para além de, sempre que solicitado, serão efetuados os respetivos orçamentos para os trabalhos.

BBTV – Perante este verdadeiro ex-líbris da cidade albicastrense, certamente que os convites têm surgido de vários pontos do país e estrangeiro.

SARA VALÉRIO- Sim, temos participado em várias ações de divulgação em seminários, feiras, congressos, vídeos, programas de televisão e rádio, para que, não se percam estes valores e este património que nos identifica, inclusive, fomos convidados a participar num filme intitulado “Amor Bordado”.

BBTV- O país na sua generalidade conhece o Bordado de Castelo Branco, mas este prestígio já ultrapassou fronteiras, e o exemplo disso, partiu da Maison Cartier que, através da Casa do Passadiço, contatou o Centro.
SARA VALÉRIO – Exatamente. Através dos seus responsáveis foi solicitada uma visita, que, veio a acontecer efetivamente, tendo ficado encantados com o trabalho que observaram.

Fruto desta visita, endereçaram um convite para que, um painel denominado “Árvore da Vida”, fosse exposto na sua loja em Lisboa, sendo para nós uma honra estar presente nesse espaço emblemático da capital do país.
BBTV – O despoletar do bordado, surgiu há alguns anos, com as famosas colchas de Castelo Branco, bastante apreciadas pelos albicastrenses, mas, provavelmente, devido ao seu custo, nem sempre eram acessíveis a bolsa de cada cidadão, concorda?

SARA VALÉRIO- Sem dúvida, que sim. A colcha é uma peça que tem muito trabalho artesanal e a consequente despesa que a encarece bastante, daí ser mais acessível às pessoas com outro suporte financeiro. Para colmatar esta situação, o centro tem outro tipo de trabalhos com preços bastante acessíveis onde se mantém a autenticidade do produto certificado.

BBTV – Satisfazendo a curiosidade de muitas pessoas, qual é a diferença entre bordadeiras e bordadoras?

SARA VALÉRIO – Muito oportuna a sua pergunta. Bordadeira, existe no contexto de lazer, ou seja, a pessoa que borda na sua casa.
Bordadora, podemos incluí-la no contexto oficinal ou em empresa, são efetivamente estas as diferenças.

BBTV – A concluir para que o Bordado de Castelo Branco tenha futuro, é necessário também e urgente que, as bordadeiras venham ao encontro do Centro de Interpretação, para que possam aqui trabalhar após a respetiva formação.

SARA VALÉRIO – É esse o apelo que fazemos, para garantir o presente e o futuro do Bordado de Castelo Branco





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