O Segundo raio de luz ao luar
Começou com Luís Vaz de Camões (O Primeiro Mistério de Luz, 2009), prossegue agora com o Supra-Camões, que Fernando Pessoa antecipou que havia de vir um dia, profecia que ele
próprio cumpriu.
Dois nomes maiores da literatura portuguesa e duas conceções distintas de abordar o amor na vida e na arte, nos primeiros andamentos do ciclo Os Mistérios da Luz do Oeste Europeu proposto pela Eclipse Arte, estrutura fundada no Porto pelo dramaturgo e encenador António M. Rodrigues em 2001.
O Segundo Raio de Luz de Luar coloca em relação conceitos, imagens e personagens (reais e ficcionadas) da vida e da obra de Fernando Pessoa: o poeta iniciático e sebastianista do Cavaleiro Monge e da Mensagem (de onde avista o Quinto Império, esse mundo para além do material), o genial demiurgo que orquestra a multidão de vozes da sociedade heteronímica, mas também o homem que escrevia cartas de amor a Ofélia Queiroz e “o menino da sua mãe”, Maria Madalena.
Singular criação performativa situada algures entre o teatro e a dança, entre a centralidade da palavra e a poesia dos corpos em
movimento, apresenta-se em estreia absoluta num espaço despido, pontuado apenas por alguns adereços: uma cama, uma mesa/altar, uma cruz e uma escada feita de corda de marinheiro – símbolos do mar português e do advento de uma nova espiritualidade, sínteses de um “veículo coletivo de amor”, “veículo da luz”.
Texto, conceção plástica, direção artística e música António M. Rodrigues
Cenografia e figurinos Marisa Fernandes
Desenho de luz Miguel Ângelo Carneiro
Imagem António M. Rodrigues, Vera Varela Pereira
Áudio Paulo Cavernas
Apoio à criação e produção Dora Vicente
Consultoria Giancarlo de Aguiar, Pedro Teixeira da Mota
Assistência de encenação Marta Correia
Atores e atrizes Paula Rios, António M. Rodrigues, Dora Vicente,
Luciano Amarelo, Mayra Becker
Coprodução Eclipse Arte – Associação Cultural, TNSJ
