1935-2022

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Pintora Paula Rego morre aos 87 anos, “calmamente em casa, junto dos filhos”, em Londres

Paula Rego, uma das mais aclamadas e premiadas artistas portuguesas a nível internacional, morreu na manhã desta quarta-feira.

De acordo com o galerista Rui Brito, a artista “morreu calmamente em casa, junto dos filhos”.

Estudou nos anos 1960 na Slade School of Art, em Londres, onde se radicou definitivamente a partir da década de 1970, mas com visitas regulares a Portugal, onde, em 2009, foi inaugurado um museu que acolhe parte da sua obra, a Casa das Histórias, em Cascais.

Nascida a 26 de janeiro de 1935, em Lisboa, foi galardoada, entre outros, com o Prémio Turner em 1989, e o Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso em 2013, além de ter sido distinguida com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada em 2004. Em 2010, recebeu da Rainha Isabel II a Ordem do Império Britânico com o grau de Oficial, pela sua contribuição para as artes.

Em 2019, recebeu a Medalha de Mérito Cultural do Governo de Portugal.

Marcelo pondera luto nacional
Na reação à morte da artista, o Presidente da República referiu, em Braga, que iria falar com o senhor primeiro-ministro para ponderar como assinalar, em termos de luto nacional, essa perda”.

Nas declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa considerou Paula Rego a artista plástica portuguesa “com maior projeção no mundo, certamente, desde que nos deixou [Maria Helena] Vieira da Silva”.

“Tem uma projeção muito longa, muito rica e muito prestigiante para Portugal”, afirmou ainda.

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