Centro de Cultura Contemporânea recorda presença de Paula Rego em inúmeras retrospectivas em Castelo Branco
A pintora Paula Rego, a mais aclamada e premiada artista portuguesa, morreu na manhã desta quarta-feira em Londres, aos 87 anos.
Vencedora do prémio Turner entre muitos outros, em 2004 foi elevada a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e em 2010 recebeu da Rainha Isabel II a Ordem do Império Britânico com o grau de Oficial, pela sua contribuição para as artes.
Presente em inúmeras retrospetivas no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Paula Rego será sempre recordada como o expoente máximo da arte portuguesa; não só pelo valor da sua obra, mas também pelo seu cariz simbolista, inspirada no país que a viu nascer.
Paula Rego (1935) cresceu entre a Ericeira e o Estoril. Em 1952 foi estudar para a Slade School of Fine Art, em Londres, onde conheceu o pintor Victor Willing, com quem casou e teve três filhos: Caroline (Cas), Victoria e Nick. Os primeiros oito anos de Cas foram passados em Portugal e o português foi a primeira língua. Até à adolescência dos filhos, Paula e o marido viviam entre Inglaterra e Portugal. Em 1976, mudaram-se definitivamente para Londres. Era lá que tinha o seu estúdio. “É o lugar para onde levo Portugal.”
