Alterações Climáticas e Implicações para Saúde
A 5ª sessão das Jornadas das Alterações Climáticas, promovidas pela Comunidade InterMunicipal da Beira Baixa () teve lugar, no dia 27 de maio, no auditório da Escola Superior de Saúde, do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
O tema central desta Sessão incidiu sobre a temática da Saúde Humana, Segurança das Pessoas e Bens e o impacto das alterações climáticas em questões como doenças mentais (solastalgia), doenças infeciosas, surtos de virais, migrações, desnutrição, entre outras temas.
A voltou a debater assuntos prementes relacionados com a problemática das Alterações Climáticas atualmente em curso à escala global, nacional e regional.
Na Sessão de Abertura, Francisco Rodrigues, diretor da ESALD, ressalvou a importância deste encontro para o “aumento do conhecimento sobre esta problemática”.
Leopoldo Rodrigues, presidente do Município de Castelo Branco, destacou a pertinência do tema, a ligação às pessoas e com a forma como vivem e ainda de que forma a qualidade de vida está a ser afetada. “Este é um debate importante já que nos leva a identificar problemas, encontrar caminhos e implementar as respostas”, sublinhou.
Susana Paixão, docente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, do Instituto Politécnico de Coimbra, e presidente da Federação Internacional de Saúde Ambiental, abordou a temática da Alterações Climáticas e da Saúde.
A especialista sublinhou que as alterações climáticas são uma realidade em curso e as consequências já se fazem sentir, destacando problemas como o aumento das doenças infeciosas, a frequência crescente das zoonoses, a desnutrição, os grandes movimentos migratórios e o aumento das populações deslocadas fruto dos eventos climáticos extremos e ainda o risco de doença mental.
Joaquim Serrasqueiro, coordenador da Unidade de Saúde Pública do ACES Beira Interior Sul realçou que o principal agente de mudança “somos todos nós”. “Os eventos ambientais são cada vez mais frequentes e com maior dimensão”, dando os exemplos de novas doenças com ligação a esta problemática como o dengue, o chikungunya e do vírus zika.
Celestino Almeida, docente da Escola Superior Agrária, do IPCB, aflorou a temática da “Adaptação às Alterações Climática e Impacto no Sistema de Proteção de Pessoas e Bens”.
João Carvalhinho, secretário executivo da , encerrou os trabalhos, ressalvando a “ação e reação para o interesse das gerações futuras” e destacando o papel destas Sessões no ”aumento do conhecimento que existe sobre o território da Beira Baixa – resiliência, respostas e ativos que a Beira Baixa tem na resposta a estes fenómenos”.
“É tempo de ação, de agir e mudar atitudes e a , à escala do seu território, tem a preocupação de refletir o que é possível fazer para mitigar as alterações climáticas”, avançou João Carvalhinho. “Estamos a preparar para o futuro”, destacou.



