“…Uma empresa que não tem salvação”
O ministro da Economia, Siza Vieira, revelou, hoje, que “as dificuldades da Dielmar são evidentes” e que importa salvaguardar os cerca de 300 postos de trabalho em risco, mas foi acrescentando que “os dinheiros públicos não servem para apoiar empresários”.
Em declarações na Madeira, transmitidas pela RTP3, Siza Vieira frisou que as “dificuldades da Dielmar são evidentes”, notando que o Estado acompanha a situação da empresa “há mais de uma década”.
“O Estado ao longo dos anos foi assegurando a capitalização da empresa, primeiro entrando no capital com 30%. Depois em 2017, aquando de uma reestruturação financeira que a empresa passou, o Estado ainda adquiriu imóveis por 2,5 milhões de euros.
O Estado garante ainda uma parte muito substancial da dívida da Dielmar, mais de 3,2 milhões de euros de dívida são garantidos pelo Estado”.
Em 2019, ainda antes da pandemia, a empresa já tinha capitais próprios negativos, disse o ministro.
E fazendo as contas, Siza Vieira referiu que “mais de 8 milhões de euros públicos já estão na Dielmar”e “se calhar o Estado não vai recuperar” esse valor.
E o Ministro da Economia vai mais longe.”Acordámos sucessivamente com a administração da empresa a possibilidade de serem alienados de determinados ativos ou de ser assegurada uma gestão mais profissional para a empresa.
Isso não foi possível, empenhámo-nos também em encontrar investidores para entrar no capital da empresa, mas dado o elevado endividamento da dita, não foi possível encontrar interessados”.
O ministro conclui ser tempo de “gerir esta situação de insolvência no sentido de encontrar novas entidades que sejam capazes de dar destino útil à empresa” e, sobretudo, “salvaguardar empregos”.
