Desconfinamento na Beira Baixa

Desconfinamento na Beira Baixa

700 km de trilhos, percursos pedestres e de bicicletas
A aposta num desconfinamento seguro leva a umas férias de verão passadas num reencontro com a natureza em toda a sua beleza e potencialidade.

Aliando o útil ao agradável, a Beira Baixa propõe os seus cerca de 700km de trilhos, percursos pedestres e de bicicletas para atingir a forma física ideal e reduzir o stress.

A escolha é para todos os gostos, dos mais preguiçosos aos mais atletas. São praticamente meia centena de circuitos ao dispor dos turistas que visitem a região.

Um dos grandes atrativos, e que têm ganho destaque nos últimos anos, são os trilhos e percursos pedestres.

Na Beira Baixa são quase meia centena. De Penamacor a Vila Velha de Rodão. De Proença-a-Nova a Salvaterra do Extremo, passando por Oleiros, Castelo Branco e Idanha-a-Nova, que aproveitou o confinamento para recuperar os seus percursos.

Há trilhos para todos os gostos e feitios.
Para a observação dos grifos na fronteira com Espanha, pode escolher-se a “Rota dos Abutres” (PR1 IDN). O percurso pedestre inicia-se junto à Igreja Matriz de Salvaterra do Extremo, em Idanha-a-Nova, rumando ao antigo posto da Guarda Fiscal (Gaseia, como é ali conhecido) pelo caminho (quelha) que lhe dá acesso.
É neste local que nidifica e tem o seu habitat uma importante colónia de abutres.

Durante a pré-história, o território da Beira Baixa oferecia condições de habitabilidade a comunidades agro-pastoris que viviam também da caça, da pesca e da recoleção.
Por isso, outra das sugestões é – “Os Caminhos da Pré-História” (PR4 VVR) – o território de Fratel compreende o espaço entre o rio Tejo, o rio Ocreza e a crista quartzítica formada pela serra das Talhadas.

A tradição, a cultura e a história andam sempre de mãos dadas com a Natureza.
A “Rota da Vila – Percurso Pedestre de Penamacor” (PR1 PNC) é um circuito fechado de 10km que parte do Museu Municipal seguindo até ao Geossítio – “Miradouro da Casa do Ramalho. Este percurso não deixa ninguém indiferente.

Outro trilho que o pode ajudar a reviver o passado é “A História na Paisagem” (PR1 PNV).
Uma pequena rota por caminhos rurais e tradicionais, trilhos e levadas. É junto ao largo da igreja das Moitas que se encontra o princípio do percurso circular à descoberta dos monumentos megalíticos do concelho de Proença-a-Nova.
O percurso pode ser realizado em ambos os sentidos, observando as marcações no terreno.

Um dos circuitos mais cobiçados é “A Grande Rota Muradal Pangeia – Trilho Internacional dos Apalaches” (GR38 OLR), com aproximadamente 37km, que contém quatro pontos alternativos de inicio e/ou chegada, no centro das aldeias de Montanha de Estreito, Sarnadas S. Simão, Vilar Barroco e Orvalho.
Os trilhos recuperados serpenteiam, em geral, pela linha de cumeada que se desenvolve ao longo do relevo Apalachiano da serra do Muradal.

Se se sente preparado para uma aventura, experimente a Rota da Gardunha (PR1 CB). São mais de 17km, o percurso pedestre inicia-se à entrada de Louriçal do Campo (470m de altitude). Passando pela Igreja Matriz de S. Bento (séc. XVI), as ruas sucedem-se até sair, por entre hortas e olivais, na direção das abas da serra.

Se, por outro lado, prefere algo mais leve, faça “O Caminho das Virtudes” (PR2 VVR), com vista para as Portas de Ródão e com um contexto geomorfológico especial, as paisagens deste percurso mostram a beleza deslumbrante de toda a região.

Para os fãs incondicionais das bicicletas, sugere-se a Rota 26 do Centro BTT das Sarzedas.
Passa pelas aldeias de Valbom e Martim Branco, segue em direção a Chão da Vã, Salgueiro do Campo e Palvarinho. Percurso com elevado grau de dificuldade recomendado apenas para praticantes experientes, quase 100km de sobe e desce, dureza!

Podem, também, pedalar pela Rota 22. Desenvolve-se ao longo da Ribeira de Almaceda em direção à aldeia de Rochas de Baixo, retomando o percurso para Almaceda. É um percurso fácil, acessível a todos os praticantes da modalidade.





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