No Dia Internacional da Biodiversidade, que se celebrou, ontem, dia 22 de maio, o ICNF comunica que pela 1ª vez, em Portugal, nidificaram duas colónias de Flamingos.
Em 2010 houve uma 1ª tentativa de nidificação em Portugal sem sucesso.
Nos últimos anos, a população de flamingos tem vindo a aumentar em Portugal, inclusive em muitas zonas húmidas onde antes era pouco observada.
Contudo, apesar do aumento significativo, esta espécie tão emblemática e procurada por tantos investigadores e visitantes, continuava sem nidificar efetivamente em Portugal.
As razões científicas para que a situação se alterasse ainda não são conhecidas.
Com base na observação feita pelos Vigilantes da Natureza e técnicos do Centro de Estudos de Migrações e Proteção de Aves (CEMPA) do ICNF, é possível constatar um aumento das áreas de alimentação e repouso desta espécie em Portugal, acompanhado pela diminuição da atividade humana devida às restrições impostas pela pandemia.
Para além das razões identificadas, é do conhecimento da comunidade científica que os locais onde os flamingos (Phoenicopterus roseus) se reproduzem estão a sentir os efeitos da seca, desde há vários anos.
Os riscos mistos, de componente ambiental, associam-se a fenómenos potencialmente perigosos com causas combinadas, incluindo-se neste conjunto os incêndios florestais, contaminação de aquíferos e consequente degradação dos habitats.
Sem as condições ecológicas reunidas os flamingos não têm espaço para se reproduzirem pelo que procuram outros locais que lhes permitam alimentar-se, nidificar e reproduzir-se, como sucede em Portugal, onde existem áreas ricas em alimento.
Este ano, e pela 1ª vez, existem duas colónias de flamingos a nidificar em duas Áreas Protegidas sob a gestão do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, onde se estima um valor considerável de ninhos nas duas colónias.


