Já começou o restauro do ninho de cegonhas da chaminé
Arrancou finalmente a tão esperada restauração na torre da chaminé da antiga fábrica de cortiça, que chegou a estar ameaçada de destruição, na altura das obras de construção do novo supermercado do grupo Sonae.
A obra pertence à empresa Telhabel, que depois arrendou o edifício à detentora do Continente. Esta esclareceu que a antiga torre de chaminé “poderia vir a colapsar”.
“Neste momento, os responsáveis iniciaram o restauro da chaminé – o que significa que as cegonhas poderão manter o seu lar , salvaguardando o seu bem-estar. A Sonae MC está agora a acompanhar o processo por forma a garantir que todos os procedimentos decorrem dentro da legalidade e protegem a biodiversidade do local.”
Este ninho não é recente, diz a associação ambientalista Quercus. “Há pelo menos três décadas que há um ninho naquela chaminé. Há ainda mais 11 casais de cegonhas na zona, sendo que dois deles já têm ovos nos ninhos. As cegonhas-brancas são uma espécie protegida em Portugal.
A remoção de ninhos de espécies selvagens é proibida, de acordo com o decreto-lei n.º 49/2005, mas podem ser abertas exceções por razões de interesse público.
Neste caso, coube ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) emitir uma licença especial depois de analisar imagens de drone que confirmavam não haver ainda ovos no ninho.
