Covilhã

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Câmara recua nos aumentos dos transportes
O protesto das populações, do PCP e intervenção dos seus eleitos na Assembleia Municipal, já levou a Câmara Municipal a recuar e a alterar a decisão inicial e aplicar os 50% aos utentes do cartão social municipal.

A Câmara Municipal da está a devolver o dinheiro cobrado aos utentes dos transportes com mais de 65 anos com cartão social municipal, aplicando uma redução de 50% no passe e aumentou o número de bilhetes/viagens que podem ser carregados no cartão social municipal.

Porém, esta redução só tem efeitos na transportadora Transdev (zona urbana – Tortosendo- -Teixoso-Vila de Carvalho-Boidobra e zona norte do concelho – Orjais-Verdelhos) ficando de fora os utentes da Auto Transportes do Fundão que continuam a pagar a totalidade do passe e das viagens.

“É uma situação de claro prejuízo para a população idosa da zona sul do concelho da e uma discriminação inaceitável que urge resolver”. diz a Comissão Concelhia da do PCP.

A indignação e o protesto dos utentes com mais de 65 anos da zona sul do concelho (do Dominguiso ao Barco e de Unhais da Serra a S. Jorge da Beira) “é justa face a uma medida de reposição de um direito que, não é aplicável à totalidade dos residentes do concelho, que se encontram nas mesmas condições.
Penalizados continuam as famílias com estudantes e os trabalhadores do concelho com aumentos significativos no passe mensal de 60% e de 40% respetivamente”.

“Injusto e inaceitável” quando no País, noutras Comunidades Inter Municipais e áreas metropolitanas, não houve qualquer alteração no programa de apoio à redução do tarifário (PART).

Para o PCP-, “a CIMBSE (gerida por um Conselho Intermunicipal onde têm assento os presidentes de Câmara) demonstra, desta forma, a incompetência na gestão financeira do dossier dos transportes e na afetação das verbas necessárias ao PART, a exigir ao Governo”.

Diz ainda o PCP que “o senhor presidente da Câmara da afirma que exigiu à CIMBSE a regularização das carreiras existentes ao tempo anterior à pandemia.
Mas….se ele faz parte do Conselho Intermunicipal que gere a CIM… exige a ele próprio ou não tem participado nas reuniões, onde ele também decide ?
Não esteve de acordo com o corte das verbas do PART ?
Não esteve de acordo com o pagamento dos serviços essenciais às operadoras de transporte e a redução de carreiras ?
É fácil perceber que o senhor presidente da Câmara da não quer assumir qualquer responsabilidade e por isso fala numa entidade CIMBSE como se nada fosse com ele e como se não tivesse sido seu presidente”.

Perante “a trapalhada e a discriminação criada na , pela Câmara, gerida pela maioria do PS, com os transportes, mais se justificou a Tribuna Pública marcada para dia 22 de setembro, no Pelourinho”.


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