Recordar é Viver

Recordar é Viver


Senhora do Almurtão está na alma do povo
A Romaria mais popular da Beira Baixa vive-se em terras raianas na ermida da Senhora do Almurtão que, em 2015, contou com uma autêntica enchente de romeiros.
Na próxima segunda-feira, dia 27 de abril, às 11H00, a Romaria está de volta de um forma “estranha”, sem romeiros e sem Festa do Povo, devido ao Estado de Emergência.
Mas a BeiraBaixatv e a Rádio Clube de Monsanto, transmitem a celebração deste ano para seguir em vossas casas e em qualquer parte do mundo.

Recordemos a Romaria de 2015.
Parque de autocarros esgotado, com 67 autocarros. Parque de autocaravanas repleto com mais de 30 casas sobre rodas. Todos os parques de ligeiros encontravam-se apinhados.

À hora da Missa campal, o recinto do adro estava repleto de fiéis, bem como nas laterais da capelinha todos se acomodavam para participar na celebração da romaria.
Mais de 20 sacerdotes comparecerem para concelebrarem, sob a presidência do reitor da Confraria do Santuário de Nossa Senhora do Almurtão, padre Adelino Lourenço.

Ecoam os primeiros acordes do órgão e calam-se as cornetas dos feirantes e das diversões… faz-se silêncio em todo o recinto e os romeiros acomodam-se para participarem na Missa da festa de Nossa Senhora do Almurtão, padroeira e rainha de Idanha-a-Nova.

Imponente e majestosa entra no alpendre a imagem da Padroeira, com o seu manto branco vivaz que faz da Senhora uma presença empolgante.

A celebração tem início em tom de festa e cada um vai expressar a sua fé na Virgem do Almurtão. Abrilhantam a cerimónia o Coro de Idanha e um grupo de violas e guitarras, cujas vozes e trinados fazem emocionar a multidão de romeiros.

Padre Adelino convida todos à oração e à devoção â Mãe do Céu. Nas palavras da homilia, o sacerdote salienta que “às vezes parece que no meio do ruído e do barulho a Senhora não ouve a voz do seu povo. Mas não! A Mãe do Céu sabe bem ouvir a voz dos que a ela recorrem e nEla confiam”.

Entre os problemas atuais mais sentidos pelas pessoas, o sacerdote evidenciou “a solidão dos mais velhos e o desemprego dos mais novos, pedindo o olhar maternal para estas vozes …”

Terminada a Missa, organizou-se a Procissão em volta do recinto que congregou a esmagadora maioria dos romeiros presentes na celebração da eucaristia, seguindo a compasso da Filarmónica Idanhense e alternando com a recitação as Avé Marias do Terço.

Recolhida a imagem de Nossa Senhora do Almurtão à sua capelinha, sob o rebentar de grande fogo lançado do monte vizinho.

E chega o momento da partilha do farnel que a tradição manda seja comido debaixo duma azinheira.
E após o almoço todos percorrem e espreitam as novidades das tendas e até ensaiam uma peripécia no carrossel ou nos carrinhos de choque.

Por voltas das 16H00, os romeiros regressam ao adro da ermida para cantarem e tocarem o adufe… depois chega a Filarmónica de Idanha-a-Nova e começam “as voltas” em redor da capelinha com o povo a tocar adufe ou a bater palmas de alegria… e se alguém oferece algo à Banda, mais uma volta bem tocada e animada em redor da ermida.
E assim andam o resto da tarde até se cansarem das voltas, despedindo-se daquele lugar sagrado para lá voltarem no próximo ano.

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