Idanha-a-Nova

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As rochas mais antigas da Beira Baixa
Um novo projeto científico irá ser concretizado no território do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO.

O projeto “Break-Up” tem como objetivo dar a conhecer as rochas mais antigas da região da Beira Baixa, que se encontram entre as rochas mais antigas da Península Ibérica.

O projeto é coordenado pelo professor Martim Chichorro, da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa e inclui diversos parceiros, como a Faculdade de Ciências,, da Universidade de Lisboa entre outras universidades portuguesas, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia, o British Geological Survey e o Serviço de Geologia do Município de .

O “Break-Up” centra-se na importante geodiversidade que conferiu o reconhecimento da região como território UNESCO, em particular nos geomonumentos de Penha e do Vale do Erges.

O objetivo da cooperação científica, que pode contar com o apoio do Município de , ao abrigo da assinatura de protocolo com a FCT-UNL, é entender como se deu a abertura do denominado Oceano Rheic, cujo registo geológico se encontra patente nas rochas desta região datadas de há quase 600 milhões de anos.

Os trabalhos de investigação científica e colheita de amostras iniciaram-se no fim de semana com a participação do coordenador do projeto, do professor Telmo Bento, da Faculdade de Ciências, da Universidade de Lisboa, e de Carlos Neto de Carvalho, geólogo do Município de e coordenador científico do Geopark Naturtejo.

Estes trabalhos decorreram ainda no âmbito da tese de mestrado de Lourenço Crispim, aluno da Faculdade de Ciências de Lisboa, que tem como objetivo o estudo geoquímico de rochas de origem magmática e sedimentar que podem ser encontradas em Salvaterra do Extremo e em Penha Garcia.

A identificação de minúsculos cristais contidos nestas rochas e conhecidos como zircões irá permitir datar as rochas e os processos geológicos de que estas são resultantes, assim como identificar a proveniência dos materiais, permitindo fazer reconstituições paleogeográficas e entender a evolução geológica da Beira Baixa, no contexto global ao longo dos tempos.

Os geoparques UNESCO são territórios de Ciência, onde a investigação científica deve ser apoiada com o objetivo de partilhar o conhecimento científico relevante nas atividades educativas, na formação de professores na região e nos meios de informação turística.


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