“Este Portugal 2030 não é um cheque em branco”

“Este Portugal 2030 não é um cheque em branco”

O primeiro-ministro definiu hoje entre os principais objetivos do Portugal 2030, que envolverá 23 mil milhões de euros, retirar 765 mil pessoas do risco de pobreza e fazer com as que as exportações atinjam 53% do PIB. Estas metas foram transmitidas por António Costa no Fundão, Castelo Branco, no encerramento da cerimónia de assinatura do acordo de parceria entre o Governo português e a Comissão Europeia.

, declarou o líder do executivo, após lembrar a dura negociação que esteve na sua origem (cinco dias e quatro noites) num Conselho Europeu realizado em julho de 2020, em Bruxelas.

“Temos um objetivo muito ambicioso mas fundamental para combater as desigualdades e promover uma sociedade mais inclusiva: Retirar das pobreza 765 mil pessoas até 2030. É um objetivo concreto e que tem a ver com a vida das pessoas”, destacou o primeiro-ministro.

A comissária europeia para a Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, deixou hoje uma palavra de solidariedade para as populações que estão a sofrer com a vaga de incêndios que afeta o país e lembrou a emergência climática.

O presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, considerou hoje que a assinatura do acordo de parceria do Portugal 2030 é um “passo de gigante para que nenhum território fique para trás” e defendeu que não há terras condenadas ao fracasso.

“É uma escolha que também simboliza de forma relevante a solidariedade e a coesão entre as regiões e os estados da União Europeia. Temos como certeza que a ação ao nível local e regional, assim como o papel de intervenção da comunidade, terão um valor acrescido na construção da coesão e de uma União Europeia com regiões mais inteligentes, mais verdes e mais preparadas para as alterações climáticas, mais conectadas, mais sociais e mais colaborativas e mais próximas dos cidadãos”, afirmou.

Anfitrião desta sessão, Paulo Fernandes (PSD) sublinhou a “honra” por ser o Fundão a acolher o evento e destacou que entende a escolha como uma “homenagem a todos os autarcas, principalmente àqueles que pugnam diariamente pelo desenvolvimento dos territórios do Interior”.

fonte: lusa





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