PS PSD e CDS

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Abolição das Portagens chumbada
A direção da União de Sindicatos de Castelo Branco (USCB/CGTP-IN) lamenta o chumbo da proposta do PCP no sentido de ser inscrita no Orçamento do Estado para 2019 a abolição das portagens na A23.

“Apesar de se tratar de uma proposta gradual, nem assim passou no crivo do centrão dos negócios e dos interesses, pois PS, PSD e CSD-PP, partidos das Parcerias Público Privadas – PPP, rejeitaram-na com o voto contra do PS e PSD e a abstenção do CDS-PP. A favor votaram o PCP, BE, e PEV”.

Face à a redução do preço das portagens apenas para os veículos de transporte de mercadorias, deixando de fora as populações e os trabalhadores do Interior do País, o Grupo Parlamentar do PCP, em sede de discussão do
OE na especialidade, apresentou uma proposta de alteração ao Artigo 187.º-A, que dizia: “Eliminação das portagens nas Ex-SCUT – O Governo apresenta à Assembleia da República, no prazo de 30 dias após a entrada em vigor da presente lei, a programação das medidas a tomar com vista à eliminação progressiva das portagens nas auto-estradas em anterior modelo SCUT”.

Embora a proposta do PCP não colocasse, de imediato, em pé de igualdade todos os veículos e pessoas e empresas, “como era nossa exigência, não podia ser acusada de abrupta e radical, já que abria caminho à abolição progressiva das portagens”, refere, a USCB/ CGTP-IN.

Perante o chumbo da proposta, a União de Sindicatos
sublinha que “as empresas e as populações vão continuar a ser assaltadas nas ex.SCUT” e “fica muito claro que o PS, PSD e CDS-PP “pais” criadores das portagens, são, em conjunto, responsáveis pelo atentado económico e social que diariamente é cometido nas auto-estradas contra a economia e as populações desta região”.

E aponta o dedo ao Primeiro-Ministro. “Do mesmo modo, António Costa deixa cair a máscara, mostrando que para ele o desenvolvimento do Interior é um conceito muito vago que usa quando lhe dá jeito e que esquece assim que vira costas”.

E a USCB deixa a certeza que, em janeiro de 2019, “em data a decidir, haverá uma grande ação de luta em
Castelo Banco, junto da Secretaria de Estado para a Valorização do Interior e no 1º semestre não deixaremos passar em claro a campanha eleitoral para as Eleições Europeias e procuraremos estabelecer pontes de contacto e de união com organizações sindicais de Espanha, tanto mais que em junho se realizará a Cimeira Ibérica na cidade da Guarda, que não pode deixar de ter na
agenda a questão da abolição das portagens”.

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