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“Memórias de um Alferes”
António Martins Moreira, natural de Penha Garcia, acaba de lançar o livro “Memórias de um Alferes”, um testemunho notável, na primeira pessoa, sobre a Guerra Colonial.

É uma edição do Município de que, neste gesto, presta homenagem a todos os combatentes que, nos vários momentos da história do País, serviram a Pátria.

O livro foi lançado na Sala de Sessões da Câmara de , no dia 22 de junho. Na sua intervenção, António Martins Moreira afirmou que esta obra “retrata a presença, na Guiné, da Companhia de Artilharia 1690, aquela que mais baixas teve em toda a Guerra Colonial”.

Num discurso emocionado, o autor falou sobre o “martírio” vivido por esta Companhia que “teve 3 capitães e 9 alferes, mas só 2 sobrevivemos. Embarcámos 177 militares, a 8 de abril de 1967, desembarcámos apenas 98, no dia 9 de março de 1969 [no final da comissão de serviço]”.

O presidente da Câmara de , Armindo Jacinto, realçou que “as dificuldades descritas pelo alferes Moreira foram sentidas por muitos outros combatentes portugueses”.
Para o autarca, editar esta obra “é um ato de justiça para com aqueles que em nome de Portugal e dos portugueses lutaram e sofreram na Guerra Colonial, mas também para com as gerações futuras a quem temos o dever de transmitir a real história de Portugal”.

A apresentação do livro esteve a cargo do coronel de Infantaria Raul Miguel Folques, condecorado ao mais alto nível, para quem esta obra “é um depoimento muito importante porque ajuda a conhecer um período ainda mal estudado da nossa história e, ainda, por nos revelar uma Companhia que deve ombrear com as mais excelentes das nossas campanhas em África”.

Nascido em Penha Garcia, António Martins Moreira foi um dos muitos portugueses chamados a combater na Guerra Colonial e se dispuseram a morrer pela Pátria.
Na Guiné, integrou a Companhia de Artilharia 1690, e entre 1967 e 1969 viveu momentos de sofrimento, abnegação e camaradagem como tantos outros naquele conflito.


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