Greve no setor Têxtil

Greve no setor Têxtil

Segundo dados do Sindicato do Têxtil da Beira Baixa, a adesão
à greve, apurada até às 8H00:
“Paulo de Oliveira – 70% dos trabalhadores afetos à produção. As secções de tecelagem e urdissagem estão praticamente paralisadas com adesões perto dos 100% e as restantes secções estão a laborar muito à base dos contratados a termo;

Tessimax – 70% dos trabalhadores afetos à produção. As secções de tecelagem, urdissagem, ultimação e tinturaria estão praticamente paralisadas com adesões perto dos 100% e as restantes secções estão a laborar muito à base dos contratados
a termo;

Benoli – 60% das trabalhadoras afetas à produção. As trabalhadoras que não fizeram greve são admitidas recentemente.

Em pelo menos quatro empresas não se verificaram adesões significativas, porquanto os trabalhadores já auferem salários acima das tabelas em vigor e têm um subsídio de alimentação/ dia muito superior ao estipulado no Contrato Coletivo de Trabalho.

Entretanto, uma conclusão é já possível retirar:
No grupo Paulo de Oliveira, principal responsável da ANIL, os trabalhadores estão a dar uma resposta muito importante, já que neste grupo se praticam os mais baixos salários no setor dos lanifícios, apesar de serem as empresas com maiores lucros (24 milhões de euros de lucro liquido em3 anos).
Assim, o que se espera é que a ANIL entenda a resposta dos trabalhadores como uma oportunidade para, ainda durante o ano de 2018, aplicar o Salário Mínimo de 600 euros no Setor”.

VER NO FACEBOOK