Ministros assobiam pro lado

Ministros assobiam pro lado

Depois da desgraça… mais aumento de portagens

Nada fazia prever que, apesar da admiração pelo interior, que muito boa gente diz ter e que depois da machadada dos incêndios, viesse agora um novo incremento, sobre um imposto discriminatório, como são o aumento das portagens, nas ex-Scuts, refere a nota enviada da Plataforma de Entendimento, composta pela Associação Empresarial da Beira Baixa, União de Sindicatos do Distrito de Castelo Branco, Comissão de Utentes da A23 e Associação de Empresários pela Subsistência do Interior

“Afinal, onde está a distribuição da riqueza que temos vindo a criar, nos dois últimos anos?
Afinal onde está a reposição dos direitos existentes antes do período de crise, no que às portagens diz respeito?
Ou será que essa justa reposição é só para alguns e não é para o Interior do País?”, questiona a Plataforma.

“É inconcebível que se penalizem, desta forma, as pessoas e empresas do Interior, com mais um aumento de despesa, que compromete a sustentabilidade destes territórios, já bastante fragilizada”.

A Plataforma tem vindo a mostrar preocupação com o tema das portagens, junto do poder politico, sem obtenção de resultados práticos, quanto à abolição das portagens, “não pela falta de argumentos, mas sim, pela postura de indiferença, sobre um tema estratégico para o desenvolvimento regional”.

Vários pedidos de audiência ao Ministro das Infraestruturas e Ministro Adjunto, ficaram sem que qualquer um deles se dignasse gastar algum tempo a receber estes agentes do território, representativos de grande parte das pessoas e empresas, e, por isso, “é absolutamente lamentável e condenável que o ministro Siza Vieira, tendo vindo ao distrito, não tivesse aproveitado para fazer a reunião solicitada e que ainda não tenha percebido a necessidade de caminhar para a abolição das portagens para todos, sem exceção”.

A Plataforma de Entendimento lembra que em outubro de 2017, decorreram reuniões, na Parlamento, entre a Plataforma e todos os Grupos Parlamentares e Comissão de Economia e Finanças. Na decorrência dessas reuniões “registamos, como positivo, que o PCP, em sede de discussão do Orçamento de Estado, tenha apresentado uma proposta para a abolição das Portagens e registamos como negativa a sua rejeição pelo voto contra do PS, PSD e CDS-PP”.

E solta-se a pergunta;
“Como é possível estarem todos de acordo no reconhecimento do peso que o assunto das portagens aporta à região e a maioria dos deputados não se dignarem agir em conformidade com o necessário nesta temática.
É pois, com muita estranheza e agora com total indignação, que vemos que o assunto, aparentemente acarinhado pelos deputados, não foi além dum passatempo e que, notoriamente, este só contribuiu para as estatísticas da realização politica e do apregoado funcionamento da democracia, em que se envolveram os representantes do povo, com o povo.
Por isso, esperamos e exigimos que os Partidos acima referidos se redimam do mal feito, em sede de Orçamento de Estado, votando favoravelmente as propostas de resolução que o PCP e o BE têm para agendamento na Assembleia da República”.

A nota de imprensa remata que “se assim não fizerem mostram que isto não é democracia… é mais demagogia e pura ignorância dos assuntos que verdadeiramente interessam ao desenvolvimento do nosso País”.

As quatro entidades signatárias, não desistem desta luta “que não é mais que pela reposição que foi a normalidade de quando da construção destas vias, sem custo para os utilizadores” e em breve irão reunir para decidir sobre novas e mais avançadas formas de intervenção e ação, sem prejuízo de, no imediato, seguirem novos pedidos de audiência aos Ministros respetivos e iniciativas regionais, condizentes com o que o assunto merece.

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