Arco da Moita e valorização do espaço
O Arco das Moitas já foi totalmente reconstruido e colocado num espaço que valoriza este elemento arquitetónico e a história a ele associada, tendo sido benzido pelo pároco de , no dia da procissão dos habitantes das Moitas entre a aldeia e durante a Sexta-feira Santa, no dia 14 de abril.
Aquando da construção do último troço do IC8, entre o nó da EN241-1 e o Perdigão, o Arco teve de ser desmantelado por estar colocado precisamente nos terrenos do itinerário complementar.
“O Município decidiu instalar o Arco e arranjo envolvente em local próximo à sua edificação original, tirando partido do restabelecimento do acesso ao Vale das Balsas e ao Aeródromo Municipal.
A reconstrução deste elemento era um anseio da população das Moitas e povos vizinhos por traduzir a crença e a fé das comunidades que ao longo de décadas conviveu com ele no espaço territorial”, considera João Lobo, presidente da Câmara de . “Esta reconstrução, além de símbolo de fé e de crença, representa, hoje e no futuro, um atrativo para o concelho. É, pois, mais um elemento identitário que importa valorizar”.
O arco foi poupado à destruição por ter umas Alminhas e recupera a lenda do Arco da Moita: “conta-se que um garoto do Espinho há “muitos anos” – não referem data – ia à escola a Proença e descia o Vale Fagundes que, naquele tempo, era muito temido por causa dos «medos». Como era muito longe, o garoto passava ali de madrugada e, no regresso, já noite cerrada. A maior parte dos dias passava lá a chorar e queria desistir de ir à escola. Uma noite, porém, apareceu-lhe uma senhora vestida de branco que o aconselhou a ter coragem e a ser persistente no estudo, porque um dia havia de ser um padre muito virtuoso. Daí para diante, o garoto não voltou a ter medo, não desistiu de ir à escola e prometeu que, se viesse mesmo a ser padre, havia de ali mandar construir um arco para perpetuar aquela aparição”.
