Requiem de Fauré na Igreja Matriz
A Igreja Matriz de foi o palco do Coro da Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, onde cerca de 100 pessoas se juntaram para ouvir este concerto num local de excelência com uma acústica ímpar.
A direção musical esteve a cargo do maestro Gonçalo Lourenço e o Concerto teve como tema o “Requiem de Fauré”.
Os Requiems são celebrações fúnebres do ritual cristão e, na sua expressão musical, consistem no canto de passagens bíblicas e orações referentes à entrada dos mortos nos céus.
Esta obra, porventura a mais célebre do compositor francês, não foi escrita para a morte de alguém em particular (embora se pense que a morte dos seus pais o tenham empurrado para a sua escrita).
O Requiem foi tocado pela primeira vez em 1888, na ocasião com somente cinco andamentos.
Mais tarde Fauré acrescentou-lhe outros dois. No que respeita às palavras, os textos bíblicos foram tomados com grande liberdade, alguns deles reduzidos, e outros anulados.
Por isso, este requiem não corresponde ao formato convencional. Entre o Kyrie e o Ofertório é omitida uma sequência.
O mesmo acontece com o Benedictus, após o Sanctus.
Por sua vez, a Comunhão é junta ao Agnus Dei.
Resulta uma ambiência contemplativa, sem quaisquer excessos, com muita subtileza. As melodias, inspiradas no cantochão, fundem-se no pendor impressionista que se vislumbra no idioma harmónico de Fauré.
