Futuros médicos receberam a Bata Branca
Os alunos do 3º ano do Mestrado Integrado em Medicina, da , foram empossados com a bata branca, símbolo de uma fase mais prática do percurso académico.
Ao fim de 3 anos de estudos, exclusivamente teóricos, os 142 alunos do 3ºano do curso de Medicina receberam a bata branca, numa cerimónia que teve lugar no grande auditório da Faculdade de Ciências da Saúde, da Universidade da Beira Interior.
Após um momento musical protagonizado pela C’a Tuna aos Saltos, a tuna médica feminina da , deu-se início à primeira intervenção da cerimónia a cargo do presidente da Faculdade, Luís Taborda Barata, que exortou os alunos a utilizar a bata branca “não como uma barreira, mas como instrumento de comunicação com o doente, pois o objetivo é comunicar com o doente, ajudando-o para além da técnica e cooperando com ele na compreensão da vida, da doença e da morte”, adiantou.
Miguel Castelo Branco, diretor e docente do curso de Medicina, contextualizou a cerimónia. A pergunta inicial do docente foi clara: “Se eu, médico, fosse um doente rodeado por profissionais que envergam uma bata branca, como é que eu gostaria de ser tratado?”. Ao longo da sua comunicação, o docente insistiu que não só os valores éticos deverão ser cumpridos, como o profissional clínico deverá conjugar perfeitamente o ato de curar com o ato de tratar todo e qualquer doente de forma humana, reforçando a ideia de que o médico tem o raro privilégio de conhecer a Humanidade de diferentes ângulos. Finalizou afirmando que, por crer que cada um dos recetores da bata branca têm o sonho de mudar o mundo, “que ponham o plano que têm em ação, que vistam a bata branca e que sejam bons médicos”.
Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, focou o seu discurso numa melhor qualidade de atendimento e prestação de cuidados médicos. A título de exemplo, referiu que os cuidados médicos para doentes após os 65 anos “se encontra pelas ruas da amargura”.
Previu, ainda, mudanças significativas para os alunos de Medicina quando afirmou que estes “devem ter acesso aos ficheiros clínicos dos doentes, não só porque são futuros médicos, como necessitam de começar a ter mais responsabilidade e, também, porque dar-lhes acesso aos ficheiros permitirá a criação de padrões de ética cada vez mais elevados”.
Mário Raposo, vice-reitor, realçoui a nova fase profissional que os alunos “embatados” agora enfrentam.
Seguiu-se o ponto alto do evento com a atribuição de uma bata branca a cada aluno, findo o qual os alunos recitaram o juramento de Hipócrates, reforçando e salientando o modo de vida e os padrões profissionais pelos quais se rejem, tendo o evento sido encerrado com mais um momento musical interpretado pela Tuna-MUS – Tuna Médica da Universidade da Beira Interior.
FOTO/João Alves Correia: Alunos fazem o juramento de Hipócrates
*Com urbietorbi
