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Município cria Gabinete de Apoio ao Associativismo
O Município de vai criar o Gabinete de Apoio ao Associativismo e Coletividades que tem como principal objetivo promover um contacto mais célere entre associações e autarquia, no âmbito da atribuição de subsídios, obras a realizar, atividades a desenvolver, entre outros assuntos.

O anúncio foi feito no II Encontro de Associações do concelho de , no sábado, que reuniu 48 coletividades e 100 dirigentes associativos.
Já no âmbito desta nova infraestrutura foi apresentado o novo portal do associativismo, a funcionar dentro da página do Município, onde as associações têm de efetuar o registo para uma atualização permanente dos seus corpos sociais e plano de atividades, entre outras informações.

Para João Lobo, presidente da Câmara de , o trabalho que agora se está a desenvolver é resultado de uma política de associativismo iniciada há 10 anos. “Houve uma altura em que, estrategicamente optámos por começar a intervir naquilo que era o espaço físico das associações. Há trabalho ainda por fazer, com certeza, e haverá sempre, mas foi uma primeira intervenção fundamental para passar para outra fase”.

Seguiu-se a realização e promoção das feiras temáticas, realizadas com as associações, que permitiu um ganho económico para quem participava que é, posteriormente, reinvestido na comunidade.
O impacto destas iniciativas verifica-se também ao nível social, uma vez que potencia o “contacto intergeracional, com os mais velhos a transmitir conhecimentos aos mais novos”.

O próximo passo desta equação passa por dinamizar ainda mais as comunidades locais, contribuindo para o aumento da atratividade do concelho.

O testemunho de nove associações mostra que há atividades que estão a ser desenvolvidas que vão além da organização de convívios. São exemplo disso a recuperação de património material em Sobral Fernando – no caso moinhos de água –, a limpeza de terrenos em redor da aldeia, no caso da Amoreira ou a recolha de património imaterial das Janeiras, na Maljoga.

Foi ainda apresentada a mais recente associação do concelho, criada há pouco mais de duas semanas: o CASE – Coletivo de Artes Sem Exceção, mostrando que o movimento associativo continua a justificar-se e está a alargar o seu âmbito para áreas até agora não totalmente abrangidas no associativismo tradicional.
O Coletivo terá as suas instalações no último piso no edifício que albergou os antigos Paços do Concelho, no Largo Pedro da Fonseca, que será convertido em Casa das Associações.

Para além do CASE, também as associações com sede na vila de serão acomodadas neste espaço, caso do Grupo Coral, Companhia de Teatro, Núcleo da Juventude, Escola de Música, entre outras.

O projeto da Casa das Associações, disponível a partir de final março, foi apresentada pelo vice-presidente da Câmara, João Manso, que revelou igualmente que a autarquia irá iniciar uma nova forma de apoiar as associações, beneficiando aquelas que mais atividades desenvolverem durante o ano.

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