A União de Exportadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (UE/CPLP) vai ficar instalada no Parkurbis, na Covilhã, sendo a 1ª delegação a ser instalada num Parque de Ciência e Tecnologia.
Para o presidente da UE/CPLP, Mário Costa, “a escolha da Covilhã pretende tirar partido do potencial de tecnologia e conhecimento ali existente, o qual pode ser visto como uma mais-valia para outros países onde há défice nessas vertentes”.
Este responsável sublinhou a importância de “estabelecer diálogo entre as empresas mas, sobretudo, links de interesse estratégico para captar novos negócios”. “Se Portugal para a Europa está na cauda, para a CPLP está na frente do pelotão do know how e da tecnologia”, concluíu Mário Costa.
O presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, sublinha que “a instalação da UE/CPLP representa um sinal de que procuraram uma cidade pujante do ponto de vista económico, com uma indústria com pergaminhos e provas dadas e que, simultaneamente pode colocar o acento tónico na exportação de serviços tecnológicos”.
O autarca destacou ainda o facto de “se tratar de uma iniciativa com uma visão regional que vai criar novas oportunidades para os cidadãos”.
Vítor Pereira lembrou ainda que a “adesão da Covilhã à UCLA-União das Capitais de Língua Portuguesa criou novos focos de interesse e agora através da CPLP, esta estrutura pode construir pontes entre as nossas regiões e os nossos empresários”.
O presidente do município da Covilhã destacou ainda os números do Instituto Nacional de Estatística que revelam um posicionamento líder do concelho. “A Covilhã é em todo o Interior de Portugal aquele que tem um saldo positivo mais elevado, em termos de balança comercial, ou seja, exporta mais do que importa e isto é uma tradição histórica da vida industrial da Covilhã”.
Durante a cerimónia de inauguração da delegação o presidente do Parkurbis, Jorge Patrão, sublinhou ainda que “a estrutura da União de Exportadores que vai ficar sediada no Parque de Ciência e Tecnologia é um espaço de diálogo para potenciar negócios e participar também no desenvolvimento económico dos países de língua portuguesa”.
