ANTEM

ANTEM

“Urge a formação com base na ParaMedicina”
Na sequência das noticias vindas a público referentes à criação da Especialidade de Medicina Urgência a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica ()
manifesta “desde já, total satisfação pela criação e desenvolvimento de todas as medidas que se apresentem como uma mais-valia para os pacientes, especialmente, no que concerne à receção e prestação de cuidados definitivos, e no seguimento dos cuidados prestados em ambiente pré-hospitalar, pelas equipas dos Serviços Médicos de Emergência”.

Por outro lado, é com “alguma inquietação” que a verifica a manutenção de “um vazio”, atendendo a que “maioritariamente os casos classificados como Emergências Médicas, são efetuados por Bombeiros, Cruz Vermelha Portuguesa e TEPH INEM, isto é, pessoal habilitado, apenas, para a prestação de manobras de suporte básico de vida”.

Para o sucesso de cuidados em situações de emergência médica, a chegada atempada de meios com capacidade para início precoce de manobras de suporte avançado de vida é crucial.
Ora, tal “não é de todo viável com o sistema atual em que os meios distam mais do que os tempos preconizados para intervenções em meio urbano ou rural. Daí o fato de insistirmos na educação especializada e vocacionada para a Emergência Médica na rua, prática essa muito diferente da prática hospitalar, de resto como podemos verificar nos países mais evoluídos no que aos Serviços Médicos de Emergência diz respeito”, sublinha a .

Para a “existem cuidados de emergência médica pré-hospitalares e cuidados de emergência hospitalares, ambos com caraterísticas, técnicas e procedimentos próprios, e não nos parece que em Portugal se consiga ter cuidados diferenciados, em tempo útil com o figurino atual, baseados em VMER que distam 15 ou mais minutos do local”.

Nesta senda, “é contraproducente toda esta distração para os reais problemas, nomeadamente quando Portugal detém, no que à intervenção se refere, dos níveis mais baixos, onde não se conseguem cumprir os tempos de atuação altamente recomendados de 7 e 14 minutos em ambiente urbano e rural”.

Portugal não pode continuar com um modelo assente “num único meio de Suporte Avançado de Vida, no caso concreto as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação, e, pontualmente, o Serviços de Helicópteros de Emergência Médica”.

“Urge a criação e implementação de Técnicos de Emergência Médica e Paramédicos, formados com base na ParaMedicina, a medicina de rua, cuja prática é executada por não médicos, mas regulada por médicos com um nível de educação em SME especifico, orientado e direcionado para a Medicina Pré-Hospitalar, educação essa que não visa apenas a medicina, mas muitos outros componentes que parecem ao longo do tempo terem sido esquecidos e cuja falta se tem vindo a revelar nas constantes falhas do Sistema Integrado de Emergência Médica, tornando este obsoleto e pesado para além dos custos que acarreta, traduzindo-se num sistema ineficaz, incapaz de responder digna e prontamente às necessidades do país e dos portugueses, em muitos casos com atrasos de elevada gravidade, disparidades que se manifestam no aumento da mortalidade”.

VER NO FACEBOOK