Formados na UBI

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Futuros médicos recebem bata branca
Os 130 estudantes do 3º ano de Medicina da Universidade da Beira Interior (UBI) começam uma nova etapa na sua formação, transitando de uma fase mais teórica, para uma, eminentemente, prática e de contacto direto com o ambiente clínico.
Este novo ciclo foi assinalado com a Cerimónia da Bata Branca, que decorreu, na Faculdade de Ciências da Saúde (FCS).
O contacto com os doentes vai ser, agora, uma realidade mais evidente, pelo que os futuros médicos foram alertados pelos vários intervenientes na cerimónia para a importância da ética e do humanismo na profissão que escolheram exercer para a vida.
“Ao entrarem nesta nova fase das vossas vidas, ao vestirem essas vossas batas brancas terão de assumir todo um compromisso com essa imensa dimensão humana da comunicação com o doente, nos aspetos psicológicos, éticos, antropológicos, sociológicos, entre outros. Terão de assumir que irão rir, chorar, ter esperança e desesperar, interiormente, no fluxo dessa comunicação”, salienta o presidente da Faculdade de Ciências da Saúde, Luís Taborda Barata.
O reitor da UBI, António Fidalgo, admite que o “primeiro dever de qualquer médico é ter a melhor formação científica para exercer aquilo que vai fazer e nesse ponto é semelhante a todos os outros profissionais que a universidade forma”.
O Bastonário da Ordem dos Médicos também esteve presente nesta cerimónia, onde reconhece que “é importante e ainda bem que isso acontece em tantos momentos no curso, aqui na UBI, falar-se de ética, de deontologia e do doente”.
Para José Manuel Silva, a “obrigação” relativa ao compromisso ético aparece nos médicos “mais exacerbada pela sua profissão, já que lida com aquilo que de mais íntimo, mais importante as pessoas têm, que é a sua saúde e a sua vida e devem respeitá-las de uma forma muito particular”, aconselha.
E acrescenta que a “confiança do doente no médico é a relação sagrada da medicina e é evidente que, para isso, nós temos que exigir que nos deem tempo para os nossos doentes”.
No entanto, “cada vez nos dão menos tempo para os nossos doentes”, lamenta.
Após todas as intervenções, a sessão culminou com o momento mais aguardado, a entrega das batas e o ato solene do compromisso de honra dos futuros profissionais de Medicina, que o fizeram perante um auditório que foi pequeno para acolher os amigos e familiares dos protagonistas do evento.
* Com UrbietOrbi

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