A Plataforma P’la Reposição das SCUT na A23 e A25 elaborou um Manifesto, aberto às entidades, organizações e pessoas que o desejem subscrever, para ser remetido ao Governo e à Assembleia da República, “a reclamar a reposição das SCUT no Interior, através da eliminação das portagens na A23, A24 e A25”.
“Ao reclamarmos a reposição das SCUT no Interior não estamos a exigir um qualquer benefício, estamos, isso sim, a solicitar que seja feita justiça, devolvendo ao Interior o que lhe foi retirado!”.
“Lembramos que as SCUT foram criadas com o objectivo de ajudar a promover o desenvolvimento económico e social do Interior, no sentido de o aproximar do desenvolvimento médio do país e quando, em 2011, as portagens foram implementadas, essa medida foi apresentada como conjuntural, face, segundo a versão do Governo de então, à grave situação em que Portugal se encontrava. O que é facto é que nos últimos anos houve várias reversões de medidas tomadas no período de vigência da tróika, mas as portagens persistem.
As portagens no Interior são penalizadoras para a atividade económica e as empresas, para os trabalhadores e população em geral!
Os estudos efectuados antes da introdução de portagens alertavam para as consequências dessa medida para a actividade económica, para o emprego e para o rendimento disponível das famílias, em especial dos residentes.
Mais tarde foram efetuados novos estudos pelo próprio Ministério das Finanças, já com base no efeito prático das portagens, e estes vieram confirmar que, no período da troika, os concelhos do Interior atravessados pelas SCUT foram aqueles onde as insolvências e o aumento do desemprego mais se fizeram sentir e onde o despovoamento foi mais dramático.
E é isto que continua a acontecer hoje, exceto no desemprego, porque, neste caso, as pessoas em idade ativa, em especial os jovens mais qualificados, abandonam o Interior.
As portagens no Interior, não sendo o único fator de desvantagem competitiva, são, claramente, um dos principais custos de contexto que é preciso eliminar!
O quadro de dificuldades agrava-se, já que, desde o início deste ano assistimos ao aumento desmesurado do preço dos combustíveis, da energia, do gás e dos bens de 1ª necessidade que, associado ao custo das portagens e de outras taxas e impostos, torna incomportáveis as deslocações do Interior para o Litoral e vice-versa e debilita ainda mais a economia do Interior, agravando os indicadores demográficos de envelhecimento da população, de despovoamento com a emigração dos mais jovens, em especial os mais qualificados, e da diminuição da capacidade competitiva do Interior numa economia globalizada.
Não pode haver mais adiamentos!”
