O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, anunciou em Castelo Branco a eletrificação da linha da Beira Baixa, entre Covilhã e a Guarda, que irá permitir uma ligação da região ao corredor internacional de mercadorias.
O investimento total para a ferrovia vai ser aplicado ao longo dos próximos cinco a seis anos, com verbas comunitárias a superarem os mil milhões de euros, cujo investimento global anual será na ordem dos 460 milhões de euros e irá criar ao longos destes anos 6.500 postos de trabalho.
Só em 2018 é que o troço Covilhã-Guarda da Linha da Beira Baixa, numa extensão de 46km, estará concluído e pronto para receber comboios, escreve o jornal Público.
A retoma dos trabalhos de modernização da linha da Beira Baixa entre Covilhã e Guarda só terá início em 2017 estimando-se a sua conclusão para finais de 2018.
A Infraestruturas de Portugal (ex-Refer), que, em resposta a um conjunto de perguntas do jornal Público, não divulgou o montante do investimento, alegando que será apresentado a candidatura a fundos comunitários, hoje mesmo, dia 16 de fevereiro.
Em 2009 ficou suspensa a circulação de comboios entre Covilhã e a Guarda para se iniciar modernização da linha, num investimento à época estimado em 85 milhões de euros.
Mas a crise levou à paragem dos trabalhos, deixando no terreno um troço requalificado de 10km, entre Caria e Belmonte que nunca chegou a ser utilizado.
Agora a conclusão das obras está integrada no que a IP designa por “corredor internacional” (modernização da linha da Beira Alta), mas a empresa tem dado prioridade às obras de consolidação da linha entre Abrantes e Ródão, na qual investiu recentemente 3,2 milhões de euros para um ganho de apenas 2 minutos no horário dos comboios entre Castelo Branco e Lisboa.
O investimento futuro no troço encerrado (Covilhã-Guarda) prevê a substituição integral de carris e travessas, instalação de modernos sistemas de sinalização e telecomunicações, além da eletrificação.
