Albicastrenses falam à BBtv e contam o terror da noite…*
Conseguimos falar com três albicastrenses que vivem em Paris, e alguns bem pertinho do Bataclan, e todos nos pediram para não revelarmos os seus nomes.
Por um triz que não houve membros da comunidade albicastrense envolvidos em fatalidades nos recentes atentados em Paris.
Num dos casos, o mais gritante, estava no interior do Estádio de França, acompanhado por dois irmãos, quando, no exterior, ocorreram as explosões.
Alguns dos amigos e, também, residentes em Paris, só souberam que estavam todos bem, através dos familiares. Perderam contacto direto, desde o momento dos trágicos acontecimentos, junto ao local onde se desenrolava o jogo amigável França-Alemanha:
– “Ainda não consegui contactar o meu conterrâneo. Deve estar tão traumatizado que ainda não voltou ao Facebook”, confidenciou-nos uma fonte, também albicastrense, residente em Paris.
Outro, só não estava na sala do Bataclan a assistir ao concerto dos Eagles, porque teve de ir trabalhar.
Confidenciou à BBtv, há momentos:
– “Estava a trabalhar 60km a norte, por isso não fui ver o concerto dos Eagles, onde aconteceu o maior massacre. Estava para ir acompanhado com dois amigos que foram. Estes sobreviveram à tragédia”.
Paris é uma cidade onde o medo é uma constante… poucos naturais de Castelo Branco querem falar sobre o assunto e, quem fala, pede para não revelar a identidade e a ocupação profissional.
– “A minha irmã ainda está sob choque, moramos a 2km do estádio… Para além de ter ouvido os estrondos, não consegui dormir nada de noite, com os helicópteros, constantemente, a sobrevoarem a casa.
Evito ir a Paris durante a noite, mas sempre que tenho que apanhar transportes públicos ando, como toda a gente, com o coração nas mãos”.
* Albicastrenses bem conhecidos de muitos albicastrenses falam à BBtv, via telefone, mas pedem anonimato.
