Prevenção de radicalização nas prisões
A Universidade da Beira Interior (UBI) vai dinamizar nos próximos três anos um projeto de prevenção da radicalização nas prisões, que envolve as administrações penitenciárias de seis países e organizações internacionais do setor.
Denominado “R2PRIS – Prevenção da Radicalização nas Prisões”, abrange, além de Portugal, Bélgica, Noruega, Holanda, Roménia e Turquia.
A ação destina-se a preparar profissionais que lidam com a população prisional a perceber fenómenos de radicalização na sua fase inicial – de cariz religioso ou político, entre outros – para combater posteriores comportamentos violentos.
O arranque do projeto sedeado no laboratório da BSAFE LAB Law Enforcement, Justice and Public Safety Lab que é coordenado pelo docente da UBI Nuno Garcia, foi apresentado na terça-feira, dia 3, na presença de responsáveis dos países onde o plano será implementado.
Financiado com cerca de 330 mil euros, o R2PRIS terá uma primeira fase de identificação do que é feito internacionalmente ao nível do combate à radicalização “para depois ser acrescentado conhecimento àquilo que já existe”, explicou Pedro das Neves, CEO da IPS_Innovative Prison Systems, um dos parceiros do projeto.
Após a fase de identificação do estado da arte, estão previstos vários eventos como conferências nacionais e ações de formação nos vários países, à medida que as ferramentas de prevenção forem desenvolvidas, sendo a sua eficácia monitorizada ao longo do desenvolvimento das ações. Essas ferramentas serão instrumentos que permitam aos técnicos que estão nos serviços penitenciários, que já fazem uma avaliação do perfil dos reclusos, identificar alguns sinais típicos em indivíduos que estão num processo de radicalização ou impedir que o iniciem.
*Com UrbietOrbi
