Câmara da Covilhã com orçamento de 35 milhões de euros*

Câmara da Covilhã com orçamento de 35 milhões de euros*

Acende a 35 milhões de euros o Orçamento da Câmara da Covilhã para o próximo ano, um montante inscrito num documento que foi aprovado, por maioria, na reunião do Executivo Municipal de sexta feira, dia 30 de novembro.
“Um orçamento de contenção e destinado a aproveitar os fundos comunitários”, definiu o presidente, Vítor Pereira.
“É um orçamento de rigor, de contenção, transparente e objetivo que visa conferir eficácia à nossa atuação enquanto Câmara Municipal”, explicou, no final da sessão que decorreu à porta fechada, Vítor Pereira, sublinhando que o objetivo é continuar a sanear as finanças municipais. “A trajetória de recuperação da dívida continua a ser uma das nossas prioridades, porque só estabilizando a Câmara é que podemos prestar um melhor serviço aos nossos concidadãos”, acrescentou.
Reparar estradas, manutenção da habituação social, apoios sociais, e a aposta educativa são áreas citadas pelo edil, entre as prioridades no próximo ano.

Vítor Pereira aponta um projeto de videovigilância a implementar nas zonas florestais, no âmbito de uma candidatura da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) e a área da educação, que tem dotação prevista no pacto territorial assinado entre a CIMBSE e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
Outro projeto a iniciar, é o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), que prevê a transformação do Teatro Municipal em Centro de Inovação Cultural, a atual sede da APPACDM no Centro de Inovação Empresarial e o antigo Liceu em Centro de Inovação Social.

Os documentos mereceram o voto contra do vereador do Movimento Acreditar Covilhã. Nuno Reis critica que só na véspera a oposição tenha sido ouvida acerca do tema da reunião do dia seguinte, mas igualmente as “preocupações dos presidentes de Junta não estarem refletidas no orçamento”, a juntar ao facto de não terem sido incluídos pagamentos como o da indemnização de 8,5 milhões de euros à Parque C.
“A ilusão presente no orçamento mereceu o voto contra porque percebemos que existem claramente rubricas que estão mais que valorizadas, quanto as necessidades efetivas dos cidadãos não estão refletidas”, sintetiza.

Já José Pinto, da CDU, absteve-se, lamentando que não existam planos desportivos, investimento na prevenção de incêndios na área da proteção civil, faltem apoios ao 1º Ciclo, reorganização dos transportes públicos, obras nas freguesias ou definição de quais as escolas vão ser alvo de intervenção. Crítica ainda o não reforço do quadro de pessoal, nomeadamente na área da educação, e o não comprometimento com a redução da fatura da água.
“Há um conjunto de situações que nos impediram de votar favoravelmente”, considera, apesar de admitir que “alguma vontade no que toca ao saneamento financeiro”.

*Com UrbietOrbi

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