Svetlana Alexievich

Svetlana Alexievich

Prémio Nobel da Literatura 2015
Nascida em 1948, na cidade de Ivano-Frankovsk, Ucrânia, filha de pai bielorusso e mãe ucraniana.
Depois da desmobilização do serviço militar, o seu pai levou a família para a Bielorússia, onde Svetlana terminou os estudos e se juntou a um jornal local como repórter.
Passados alguns anos, tornou-se correspondente da revista literária Neman, e rapidamente foi promovida a coordenadora da secção de não-ficção.

Experimentou diversos géneros literários, e acabou por desenvolver um estilo que tenta aproximar-se o mais possível da realidade: uma narrativa a várias vozes, feita de confissões, depoimentos e testemunhos reais que constroem a intricada teia de acontecimentos e experiências da história contada.
Até ao governo de Gorbachev, a autora foi acusada pelos seus pares de ser anticomunista, pacifista e menosprezar a causa soviética. Um dos seus manuscritos, com testemunhos de várias mulheres sobre aspectos desconhecidos sobre a Segunda Guerra Mundial, chegou a ser destruído pelo Comité Comunista da Bielorússia. No entanto, com a abertura ideológica do novo governo, este e outros livros seus foram publicados e conheceram um êxito de vendas inesperado.

A sua obra é centrada na tentativa de retratar o mais pluralmente possível a era soviética e as implicações do sistema socialista na cultura e na sociedade após o desmembramento da URSS. Produziu também um extenso trabalho de pesquisa sobre o resultado do acidente nuclear de Chernobyl, e de que forma as pessoas que mais sofreram se estão a adaptar a novas realidades.

Em Portugal, foi editado, este ano, o título “O Fim do Homem Soviético”, pela Porto Editora.
Em breve, a Elsinore, chancela da 20|20 Editora, lançará “Vozes de Chernobyl” (título provisório) em território nacional.

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