Sobre a situação da Central Nuclear de Almaraz
A deputada socialista Hortense Martins exigiu, hoje, ao ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia esclarecimentos urgentes sobre a situação da Central Nuclear de Almaraz. Aludindo às preocupações manifestadas por vários autarcas da raia (distritos de Castelo Branco e Portalegre), Hortense Martins, na pergunta que dirigiu a Jorge Moreira da Silva, dá nota da sua apreensão com a “situação da Central Nuclear de Almaraz, localizada junto ao rio Tejo, nas proximidades da fronteira com Portugal (precisamente com os distritos de Castelo Branco e de Portalegre)”, que a associação ambientalista Quercus considerou ser “uma bomba relógio para o Interior, por se encontrar completamente obsoleta”.
Hortense Martins, secundada por Sandra Cardoso (deputada eleita por Portalegre) lembra que “a Central Nuclear de Almaraz, em funcionamento desde o início da década de 1980, foi alvo de testes de resistência por parte da Greenpeace, tendo-se concluído pelo risco de ocorrência de incidentes, por ter sido evidenciada a falta de válvulas de segurança para impedir uma explosão”.
A parlamentar eleita por Castelo Branco acrescenta ainda que “a instalação destas válvulas não está prevista até finais de 2016, o que concorre para agravar, ainda mais, os nossos receios sobre a continuidade do funcionamento da central, que continuará a operar sem sistemas de ventilação filtrada”, o que fundamenta “o cabal esclarecimento das autoridades, visto estar a subestimar-se a segurança das populações e dos territórios numa matéria tão crítica como o é a nuclear”.
Questionando o ministro Jorge Moreira da Silva sobre se está o Governo ao corrente da situação, Hortense Martins exige ainda saber que contactos estabeleceu o Governo Português com o Governo de Espanha sobre a situação crítica da Central Nuclear de Almaraz e, naturalmente, que diligências empreendeu no sentido de agilizar a instalação das válvulas de segurança em falta.
E concluindo a pergunta hoje enviada ao Governo, Hortense Martins exige ainda saber que contactos têm sido feitos com as autarquias dos distritos de Castelo Branco e Portalegre e “se o Governo tem desenhado algum plano de contingência para enfrentar uma situação de risco nuclear, particularmente nos territórios mais próximos da fronteira”.
Vale a pena ter memória do acidente nuclear de Chernobyl, atual Ucrânia, que divide a atenção com outro sério desastre, de igual proporção, em Fukushima, no Japão, bem recente.
FOTO: Greenpeace
