Turismo do Centro quer travar perda de turistas espanhóis
Pedro Machado presidente da Turismo do Centro disse hoje que a região está a ser prejudicada pelos “custos da acessibilidade rodoviária” e defendeu medidas do Governo para inverter a perda de turistas espanhóis.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Turismo do Centro, Pedro Machado, realçou que Espanha “é o principal mercado externo emissor” da região e que se justifica uma intervenção no sentido de “atenuar o desequilíbrio” entre territórios diferentes, tendo em conta os dados do Instituto Nacional de Estatística que apontam para um decréscimo de 9% da entrada de turistas espanhóis no país, em 2014.
O preço das ex-scut – “principal porta de entrada do Centro e do Alentejo” – e a “complexidade do pagamento” nestas vias rodoviárias, outrora sem custos para o utilizador (scut), têm desmotivado os turistas que tinham Portugal como “destino de proximidade”.
“Defendo medidas justas”, disse Pedro Machado, preconizando “um esforço coletivo nacional” que permita reduzir “o fosso enorme” entre o litoral e as áreas mais populosas, como Lisboa e Porto, servidas por aeroportos, e os territórios de baixa densidade demográfica do Interior.
É preciso “conseguir equilíbrio” entre as diversas regiões quanto à capacidade de atrair turistas, o que “deve ser uma ambição até 2020”, adiantou.
Uma das medidas pode passar, por exemplo, por um “aumento residual” do preço dos combustíveis que reverta como incentivo à dinamização dos territórios do Interior, que continuam a perder população, defendeu.
