“Maternidades – Nenhuma pode Encerrar”
A saúde materna está hoje confrontada com problemas crescentes para os quais urge dar resposta, nomeadamente, no que respeita ao adequado acompanhamento da gravidez, ao acesso a Serviços de Obstetrícia, particularmente os Serviços de Urgências, à qualidade e disponibilidade dos Blocos de Partos e também ao urgente combate do aumento da mortalidade materna, defende o , em comunicado.
Recentemente, em resposta às dificuldades sentidas nestes serviços, que um pouco por todo o País encerram temporariamente por falta de recursos humanos, foi criada a comissão de acompanhamento de resposta em urgência de ginecologia, obstetrícia e bloco de partos.
Nesse sentido surgiram declarações públicas que “a única forma de resolver o problema é concentrar recursos”, isto porque a carência de obstetras e ginecologistas no SNS é enorme, tendo adiantado que estão em falta no SNS mais de 200 obstetras.
“Isto significa, certamente, que uma das propostas da Comissão é a de sugerir ao Governo o encerramento de Maternidades um pouco por todo o País.
Ou seja, as Maternidades só são encerradas por falta de recursos humanos, não é que as Maternidades não façam falta para atender à população, o que falta são profissionais de saúde”.
A comunicação social tem noticiado que a urgência de obstetrícia do distrito de Castelo Branco servidas pelo Hospital Amato Lusitano em Castelo Branco e o Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira na Covilhã, poderão estar na lista de encerramento.
Para o “o encerramento destas Maternidades, e de outras previstas, significaria a continuidade da opção das políticas de direita que têm visado desmantelar e destruir o Serviço Nacional de Saúde (SNS), cujas respostas necessárias têm sido rejeitadas pelo PS no Governo.
Por outro lado, a transferência de verbas públicas para o negócio privado tem vindo a aumentar na área da saúde”.
Pela importância da existência deste serviço nos hospitais do distrito, agora posta em causa, o apresentou na Assembleia da República, um pedido de audição ao Ministro da Saúde.
No imediato o PS chumbou esse mesmo pedido.
“O encerramento de maternidades ou o seu funcionamento sem o número adequados de profissionais, prejudica gravemente os cuidados de saúde à população.
Por isso mesmo, entendemos que a única solução é reforçar o SNS no que respeita aos profissionais e meios adequados, e não o encerramento ou a manutenção ou agravamento da atual situação.
No País e no distrito o SNS está há muito sujeito a um forte ataque na política de direita de sucessivos governos do PS, PSD e CDS, com: um subfinanciamento crónico dos serviços de saúde; o encerramento de muitos serviços de proximidade; a transferência crescente de recursos para os grupos privados; a degradação das condições de trabalho provocando a saída e impedindo a entrada de profissionais em número suficiente; a limitação da autonomia, coordenação e organização dos serviços de saúde”.
O relembra a importância da luta que travou intenções semelhantes, no passado e, por isso, “apela à organização e luta das populações em defesa do SNS e pela manutenção das Maternidades e tudo fará para que nenhuma Maternidade seja encerrada, e que se salve o SNS, no reforço dos meios para que este cumpra o seu papel de salvaguarda da saúde da população”.
