AVISO À POPULAÇÃO

AVISO À POPULAÇÃO

AGRAVAMENTO DAS CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS
No seguimento do contacto com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA)
realizado hoje, dia 24 de dezembro, pelo Comando Nacional de Emergência e Proteção
Civil, a previsão meteorológica para as próximas horas aponta para o agravamento do
estado do tempo, devido à precipitação prevista para os distritos de Coimbra, Leiria,
Santarém, Lisboa, Setúbal, Viseu, Guarda e Castelo Branco, sendo expectável que o
período mais crítico se verifique entre as 00H00 e as 12H00 do dia 25 de dezembro.

EFEITOS EXPECTÁVEIS
Em função das condições meteorológicas presentes e previstas é expectável:
− Ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas
pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;

− Ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de
água, rios e ribeiras;

− Instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos,
derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;

− Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento
de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;
− Piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água.

MEDIDAS PREVENTIVAS
A ANEPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo, através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das
principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:
− Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

− Não se expor às zonas afetadas pelas cheias;

− Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes,
placards e outras estruturas suspensas;

− Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas,
estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de
vento mais forte;

− Ter especial cuidado na circulação junto a zonas ribeirinhas historicamente mais
vulneráveis a fenómenos de transbordo dos cursos de água, evitando a circulação
e permanência nestes locais;

− Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial
cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias;

− Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas
ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

− Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;

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