Manifestação de agricultores
A 1ª ação contra o “desmantelamento do Ministério da Agricultura” decorreu em Mirandela, no dia 26 de janeiro, seguindo-se , esta segunfa-feira, dia 30 de janeiro, e Ribatejo, Oeste e Alentejo em fevereiro.
A mobilização dos agricultores portugueses, diz a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) “é grito de desespero para com o desnorte governativo no setor agrícola e florestal”.
A voz e ação dos agricultores portugueses está contra a extinção das Direções Regionais de Agricultura (DRA) e sua integração nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e vai fazer-se ouvir e sentir também em , hoje, a partir das 10H00, originando condicionamentos no trânsito da cidade albicastrense.
De acordo com Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), “a extinção das DRA foi a faísca que acendeu o rastilho para esta mobilização nacional, que começou a 26 de janeiro, e que não tem data prevista para acabar.
Iremos assistir a uma onda nacional de protestos e manifestações por parte dos agricultores, porque rejeitamos ser espetadores passivos do colapso do Ministério da Agricultura e da desvalorização do Mundo Rural.
Um Ministério que perdeu peso político, ao qual foi subtraída a tutela das florestas, que foi incapaz de se bater por apoios ao setor no decurso da pandemia, inoperante na execução do Portugal 2020 com mais de 1.200 milhões de euros por executar, ausente em apoios durante a seca severa que o País atravessou, que anuncia pagamentos e reiteradamente incumpre prazos por si estabelecidos, omisso em medidas capazes de mitigar o aumento brutal dos custos da energia e dos combustíveis e que ainda não operacionalizou apoios financeiros decorrentes da guerra na Ucrânia e já aprovados por Bruxelas.”
