O Grupo Altri prossegue com um investimento superior a 40 milhões na sua fábrica Caima, em Constância, no distrito de Santarém, que irá permitir produzir o mesmo tipo fibras celulósicas, enquanto avança com o enorme projeto na Galiza para a produção de fibras sustentáveis para a indústria têxtil.
A laborar sem o uso de combustíveis fósseis, a empresa tem em desenvolvimento o projeto ‘Caima Go Green’, que deverá estar concluído em outubro de 2023 e aponta à construção de uma central a biomassa para queima de resíduos florestais, que vai aumentar a capacidade de produção de energia elétrica, permitindo responder à totalidade das suas necessidades.
“Esta vai ser a primeira fábrica de fibras celulósicas na Península Ibérica, e uma das primeiras na Europa, a funcionar sem recurso a combustíveis fósseis”, revelou em comunicado José Soares de Pina, CEO da Altri.
Após uma visita aos trabalhos em curso, o primeiro ministro António Costa recordou que o investimento teve o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na ordem dos 130 milhões de euros. “Nesta época em que a prioridade é a descarbonização da economia este é um caso que assegura 100% da descarbonização da produção de energia e na produção de vapor”, salientou.
“Mas a energia produzida ultrapassa as necessidades desta unidade, e por isso, esta unidade vai produzir para a rede, para o consumo de todos nós, 10 megawatts de eletricidade, que não vão ser consumidas pela Caima, não vão ser consumidas pelo Grupo Altri, mas que vão entrar na rede, e vão ser consumidas nas casas dos constancienses, no Porto ou em Lisboa, ou numa outra empresa, quem sabe até concorrente do grupo Altri”, acrescentou António Costa.
Em relação ao projeto Gama, na Galiza, o grupo “continua a trabalhar com o objetivo de anunciar a decisão final de investimento relativa à construção de uma unidade industrial de raiz, com uma capacidade produtiva anual de 200.000 toneladas de pasta solúvel e fibras têxteis sustentáveis, estando a avançar no estudo de impacto ambiental, projeto de engenharia, viabilidade económica, estrutura de financiamento e acesso a fundos da União Europeia”, esclareceu o Grupo em comunicado.
