"Há uma maior percentagem de jovens a sentir-se infeliz"

"Há uma maior percentagem de jovens a sentir-se infeliz"

Esta foi uma das conclusões do Colóquio subordinado ao tema “Saúde Mental em Crianças e Jovens”, realizado esta sexta-feira, dia 21 de abril, pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), levado a cabo por especialistas na área da saúde e que decorreu no auditório do Instituto Português do Desporto e Juventude de Castelo Branco (IPDJ).

A parte da manhã contou com um painel moderado pela Dra. Maria José Mira, da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), que abordou o tema “Como está a saúde mental dos jovens?”, bem como, “Os mitos por detrás dos maus tratos infantojuvenis”, abordado pela Dra. Ana Margarida Moreira e pela psiquiatra Vânia Gonçalves da ULSCB.

Para além de promover a saúde mental das crianças e adolescentes, este colóquio pretendeu qualificar equipas multidisciplinares e sensibilizar a comunidade educativa para o campo das doenças mentais que ainda é estigmatizado.

A parte da manhã ainda contou com as palestras “Intervenção na deteção de fatores de risco/Proteção/Agravamento nos maus-tratos” a cargo da Dra. Maria de Lurdes Vicente, “Abordagem das tentativas de suicídio/comportamentos autolesivo no Serviço de Urgência Pediátrica” pela Enfermeira Fernanda Lopes e “Infância, Família e Escola – Sistema Legal” pelo Dr. José Antunes Cerdeira, Procurador da República e Interlocutor do Ministério Público na CPCJ.

O painel da tarde trouxe os temas “A importância das competências socio-emocionais para o bem-estar das crianças – Projeto SER+”, do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva e “Saúde Mental Positiva e (Re)brincar em contexto educativo”, do Agrupamento de Escolas Nuno Álvares.

Após um momento musical dinamizado pelos alunos do Conservatório Regional de Castelo Branco, seguiram-se as palestras “A saúde mental e a Intervenção Multidisciplinar na Escola” do Agrupamento de Escolas Amato Lusitano, e “Construir Pontes – A importância da saúde mental na escola” do Agrupamento de Escolas José Sanches e São Vicente da Beira.

Nas palavras da presidente da CPCJ, Maria da Luz Trindade, “queremos dar continuidade a estas ações de sensibilização para que realmente todas as pessoas possam usufruir de condições para terem uma vida feliz”.

“A sociedade precisa de desmistificar de que a saúde mental não tem importância: é para todas as pessoas que estão fragilizadas”, finalizou.





VER NO FACEBOOK