Durante os primeiros meses do ano, Álvaro foi assoberbada pelo stress e a azáfama da indústria cinematográfica.
Aquela aldeia de xisto que assume cada vez mais o seu tremendo potencial turístico, muito derivado da sua beleza ímpar, foi um dos cenários do filme “Justa”, uma longa-metragem da conceituada realizadora Teresa Villaverde, que tem como tema de fundo o impacto dos incêndios de 2017 na vida das populações.
“Nós gostamos de assistir a este movimento, faz-nos relembrar tempos de outrora, antes do despovoamento do nosso Interior. Mal de muitos, bem sabemos. No entanto, um filme com cenas em Álvaro é uma coisa boa para a nossa terra”, contou um grupo de residentes na freguesia, que assistia de forma atenta às movimentações frenéticas da equipa técnica.
Raquel Freire, Presidente da Junta de Freguesia de Álvaro, partilha da mesma opinião e, de forma emocionada, realça “os amigos que já fazem parte da família” que aqui conheceu durante estas semanas, assumindo mesmo que o efeito positivo de “Justa” vai ser “muito bom para a freguedia a longo-prazo.
Imediatamente assim que surgiu esta oportunidade, o Município de Oleiros “efetivou todos os esforços” ao seu alcance para conseguir apoiar de forma monetária a realização deste filme, algo que se veio mesmo a efetivar, como afirma Fernando Jorge, Presidente da Câmara Municipal. “Não há dúvidas nenhumas que assim que estrear, esta produção vai impulsionar a imagem de Álvaro e de Oleiros a nível nacional e até global. A sua identidade cultural, património, tradições… Enfim, os benefícios para o nosso concelho serão de grande importância, mas não se ficam por aqui! Não nos podemos esquecer que enquanto estiveram no território, com uma equipa alargada de técnicos, artistas e outros elementos ligados à produção do filme, a principal beneficiária foi a nossa economia local, nomeadamente o comércio, a restauração e o alojamento”, referiu o edil.




