Sérgio Costa pede “mão pesada” e fala em “crime” no incêndio em Mizarela

Sérgio Costa pede “mão pesada” e fala em “crime” no incêndio em Mizarela

O incêndio que deflagrou no passado domingo, dia 9 de Abril, por volta das 11 horas, na localidade da Mizarela, concelho da Guarda, mobilizou mais de uma centena de operacionais, 44 meios terrestres e 6 meios aéreos.

Na segunda-feira, à margem da reunião quinzenal do executivo, Sérgio Costa, presidente da Câmara Municipal da Guarda, pediu “mão pesada” para quem não cumpriu a proibição de queimas e queimadas.

“Não é nada normal que, no espaço de uma semana, haja três ou quatro ignições separadas por poucas centenas de metros. O apelo que fizemos foi para que as autoridades tenham mão pesada para os prevaricadores porque não há queimas, queimadas, estava tudo proibido tendo em conta as condições climatéricas”, disse o autarca, que pede uma “ação forte contra estes malfeitores”.

O edil guardense defende também a antecipação da vigilância na floresta, “adaptando o DECIR às novas circunstâncias das alterações climáticas”. Depois do que se passou entre a Mizarela e Vila Soeiro, no último domingo, Sérgio Costa fala mesmo em crime. “Não há negligência, há crime das pessoas que semearam o fogo numa altura em que era proibido. Quem faz isto num domingo de Páscoa, não é de certeza por qualquer negligência, houve intenção clara, não tenho a menor dúvida”, acusou o presidente do município.

“É o nosso património natural e biodiversidade que ardem e todos temos que combater isto sob pena de, um dia, se estas pessoas continuarem impunes e andarem à solta, a população poder revoltar-se”, acrescentou, lembrando que o município investiu mais de 3 milhões de euros nos Passadiços do Mondego e “não pode admitir que haja pessoas mal-intencionadas e que possam prejudicar o bem coletivo”.

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