Pinhal em testes para exploração de resina
Uma parcela de terreno de pinhal, na freguesia da Isna, está a ser laboratório de testes para a viabilidade de extração da resina, uma atividade que teve grande dinâmica até ao início da década de 80 no Concelho de .
Este projeto está a ser desenvolvido por um consórcio constituído por 37 entidades, liderado pelo Forestwise – Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo. A entidade responsável pelo desenvolvimento dos ensaios é a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em conjunto com a empresa Raízes In.
“ não podia ficar de fora deste projeto, pela experiência que aqui ainda encontramos de pessoas que trabalharam na extração da resina, pela excelência do pinhal bravo que aqui existe”, afirma a investigadora do departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagística da UTAD, Maria Emília Silva.
Na quinta-feira de manhã, dia 18, foram resinados (processo de incisão, ou seja, corte no tronco) os primeiros 60 pinheiros de um total de 200 que integram este projeto que se estende até 2025. Para que isto seja possível, nesta área de pinhal da Isna em estudo foram retirados os resíduos de combustível.
Miguel Marques vê com bons olhos o desenvolvimento deste projeto em “terra onde ainda existem antigos resineiros, homens e mulheres, que podem transmitir às novas gerações a mestria de resinar o pinheiro”. A falta de mão-de-obra é aliás um problema detetado pela Associação Nacional de Resineiros que pretende, depois do verão, formar cerca de 120 resineiros.




