Prevenção e combate do peixe-gato-europeu
O peixe-gato-europeu ou siluro, espécie invasora introduzida, ilegalmente, nos lagos e albufeiras do sul da Europa, e que representa uma ameaça à biodiversidade foi o tema do workshop promovido pela equipa nacional coordenadora do projeto Life Predator, da Faculdade de Ciências, da Universidade de Lisboa, em parceria com o Município de .
A iniciativa teve lugar no cais de Ródão, no dia 18 de maio, e debateu a problemática e opções de controlo desta espécie e incluiu uma sessão prática.
Resultante de uma parceria entre Portugal, Itália e a República Checa, que conta com cofinanciamento da União Europeia, através do programa europeu Life, e da autarquia rodanense, o projeto Life Predator arrancou em setembro de 2022 e visa reduzir os impactos do peixe-gato-europeu na biodiversidade, contando com uma equipa de 11 investigadores dos 3 países, da qual fazem parte 7 professores e investigadores de 3 unidades de investigação da Faculdade de Ciências, da Universidade de Lisboa.
O programa foi dedicado à apresentação do projeto e das ações previstas para os próximos anos, seguido de uma sessão prática, que contemplou demonstrações de diversas formas de pesca, designadamente, a pesca elétrica, a pesca com redes e palangres; o reconhecimento de espécies piscícolas do rio Tejo capturadas em redes e a apresentação de artes de pesca para controlo desta espécie.
Na parte prática foram capturadas no rio Tejo apenas espécies exóticas invasoras como a Lucioperca, a Achigã, a Carpa, incluindo 4 exemplares de peixe-gato-europeu com aproximadamente 1m.
“Sendo o peixe-gato-europeu a invasora mais emblemática e preocupante, devido ao enorme tamanho que pode atingir (2,8m e 120kg) mas também à ausência de inimigos naturais. Se nada for feito esta espécie irá dominar os nossos rios” salienta Filipe Ribeiro, investigador do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
“Este projeto científico e de investigação representa uma mais-valia para o nosso território, já que vem consciencializar a população para o problema das espécies invasoras e para a importância do equilíbrio ambiental, contribuindo para a redução do impacto negativo daquela espécie no rio e para uma melhor gestão ambiental”, destacou Luís Pereira, presidente do Município de , entidade cofinanciadora de um apoio de 25 mil euros à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, distribuídos ao longo dos 5 anos do projeto.
FOTOS: MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa


