Relatos de quem viveu o Tornado de 1954
“… Era a guerra e morreremos aqui todos, mas eu ainda não estava morto!
O vento parou e amainou o temporal… levantei-me e segui, mas comecei a ouvir as ambulâncias… foi quando os meus colegas vieram ao meu encontro e me pegaram ao colo e me levaram para o Colégio, situado atrás do Postiguinho de Valadares”.
“… Havia aulas ao sábado e as aulas terminavam aos 20 para a uma… esses alunos safaram-se bem, mas os que se atrasaram apanharam o temporal…
Eu atrasei-me mais um pouco e estava a chegar junto à Câmara e oiço um barulho que fazia lembrar aviões a jato e vejo os ramos todos pelo ar… e lembrei-me logo que era a guerra e que ninguém ia escapar.” – Prof. Mário Pissarra
“… “Havia no liceu uma estação meteorológica. Essa estação voou com o temporal. Apenas temos registo do barógrafo, que estava dentro do Liceu. E o barógrafo registou àquela hora do tornado uma queda de 19mm e depois volta ao registo da pressão atmosférica”. – Costa Alves
Recorde-se que do conhecimento histórico que se tem do fenómeno em Portugal continental, o tornado que maior impacte causou no decorrer do último século foi o registado em , a 06 de Novembro de 1954.

