Desfibrilhadores no coração marcam nova etapa no Hospital
O Serviço de Cardiologia do Centro Universitário Hospitalar Cova da Beira (CHUCB) iniciou a implantação de cardioversores desfibrilhadores implantáveis (CDI), vulgarmente conhecidos por desfibrilhadores cardíacos, usados na prevenção da morte súbita e no tratamento de arritmias malignas.
O CHUCB tem consolidado a sua experiência no implante e acompanhamento de dispositivos cardíacos, situação que lhe permitiu agora a progressão para a implementação desta nova técnica fundamental.
O CDI, semelhante a um pacemaker, mas com funcionalidades adicionais e indicações específicas, desempenha um papel crucial na prevenção da morte súbita, pois monitoriza continuamente o coração, fazendo o diagnóstico e permitindo o tratamento imediato de arritmias potencialmente fatais.
Este dispositivo utiliza algoritmos específicos para tratar essas arritmias, e, se necessário for, aplica um choque elétrico no interior do coração.
Os candidatos a receber o CDI são doentes com risco cardiovascular elevado, abrangendo diversas patologias cardíacas, incluindo doença coronária, doenças do músculo cardíaco e doenças arrítmicas primárias.
Após o implante, o acompanhamento é feito pela Unidade de Pacing e Arritmologia do hospital, em colaboração com o médico cardiologista assistente do utente.
Refere o Dr. Bruno Rodrigues, coordenador da Unidade e responsável pela introdução da técnica, que “este investimento potencia a diferenciação atual do Serviço de Cardiologia do CHUCB”, considerando que tudo evoluiu de forma equilibrada e que “nada seria possível sem o apoio de todas as pessoas envolvidas desde maio de 2016, altura em que foi implantado o primeiro pacemaker no CHUCB”.
O especialista destaca ainda o “relevante papel do Diretor do Serviço de Cardiologia, Dr. António Peixeiro, que sempre motivou a evolução de todas as técnicas no serviço, permitindo o crescimento sustentado do mesmo”, bem como “a colaboração dos técnicos da indústria de dispositivos médicos, que contribuíram para este desenvolvimento e, ainda, os colegas de outras Unidades de Pacing e de Arritmologia, que sempre ajudaram no implantes e seguimento dos nossos doentes, e com os quais contaremos sempre, para nos apoiarem nesta evolução gradual”.




