Incêndio em Castelo Branco e Proença-a-Nova causou prejuízos de 5,5 milhões de euros e destruiu milhares de hectares
O incêndio que deflagrou no dia 4 de agosto no concelho de Castelo Branco e que progrediu para Proença-a-Nova causou neste último concelho prejuízos de 5,5 milhões de euros e destruiu 5.315 hectares de floresta.
“Não obstante todo o trabalho que desenvolvemos, este incêndio afetou uma área de 5.315 hectares que, após levantamento realizado pelos serviços do município, se totalizam em prejuízos no valor de 5.550.297 euros”, anunciou o presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo.
Segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), os incêndios rurais registados em Odemira e Castelo Branco no início de agosto representam mais de metade do total de área ardida em Portugal em 2023.
De acordo com as estatísticas mais recentes do ICNF, que contabilizam já a primeira quinzena de agosto, Portugal registou desde 1 de janeiro deste ano 27.802 hectares de área ardida e 6.085 incêndios rurais, o que se traduz no segundo valor mais reduzido em número de incêndios e o quarto em termos de área ardida desde 2013.
O incêndio que deflagrou em São Teotónio, no concelho de Odemira, em 5 de agosto, é o maior registado em Portugal este ano, ao consumir pelo menos 7.530 hectares de terreno, enquanto o fogo registado em Sarzedas, concelho de Castelo Branco, levou a um total de 6.553 hectares de área ardida.
(Imagens da Aldeia de Rabacinas, na Freguesia de Montes da Senhora, no concelho de Proença-a-Nova).




