Entender a diferença é ser maior
(‘Garoto sem Modos’ segundo melhor livro infantil)
«O Garoto sem Modos», o livro infanto-juvenil, da mais recente escritora albicastrense, Célia Teixeira, foi considerado o segundo melhor livro infantil de 2024.
Recorde-se que este foi um livro de estreia também da teenager Joana Delgado que contribuiu com as ilustrações. Também ela nunca tinha feito trabalho idêntico.
Os resultados da votação do público, foram conhecidos esta sexta-feira, dia 10 de Janeiro, ao final da tarde.
É um orgulho para a BEIRA BAIXA TV ter dado palco a Célia Teixeira, reconhecendo, desde logo o seu valor, ao aventurar-se em avançar com um livro infanto juvenil e inclusivo. Recorde-se que ’O garoto sem modos’ aborda a questão da aceitação da diferença, valores de cooperação e solidariedade, os quais importa fomentar e passar às gerações vindouras. Perceber que é na diferença que reside o valor da vida é o mote deste livro, que apela à adoção de condutas de humanismo e igualdade, através de uma história lúdica e motivadora, que retrata a dificuldade de uma criança em adaptar-se à cidade e à escola, sentindo tranquilidade e compreensão em espaços naturais, onde elege como verdadeiro amigo uma ave chamada Abelharuco.
Na altura deixámos o convite ao leitor, para acompanhar o dia a dia desta criança e de todas as suas vivências, que deixam adivinhar um futuro mais promissor.
Contávamos consigo para que este garoto sem modos pudesse ser compreendido em qualquer lugar.
Este foi o mote, esta foi a ideia de Célia Teixeira e, pelos vistos, uma ideia feliz e conseguida.
E, efetivamente, com a ajuda de todos, o ‘Garoto’ foi compreendido pelos leitores portugueses, que o elegeram o segundo melhor livro português, infantil de Portugal, em 2024.
Célia Teixeira mostra-se satisfeita com a distinção recordando que, quando avançou com ideia da publicação fê-lo, sabendo que entrava num mundo desconhecido, mas onde queria estar para fazer passar a sua mensagem de inclusão.
Enquanto engenheira florestal, e contactando com os mais jovens percebeu a dificuldade de aceitação, por parte daqueles, sobre pessoas diferentes.
E foi assim que nasceu a ideia do livro. Este foi o primeiro, mas Célia Teixeira, já tem um outro livro publicado, “A menina que só sabia sorrir” e, quem sabe não nasça daqui uma coleção temática.
Cristina Mota Saraiva
