Tomada do Carvalhal 2024 (Souto da Casa)
Realizou-se no dia 14 de fevereiro, no Souto da Casa, a tradicional festa popular da Tomada do Carvalhal, que este ano assinalou o 134º aniversário.
Considerado por muitos, como o primeiro grito de liberdade em Portugal, este ano assinalou os 50 anos do 25 de Abril, com uma Alvorada (lançamento de 50 foguetes alusivos aos 50 anos da Revolução de Abril) e arruada com os Bombos do Souto da Casa.
De seguida foi içada a Bandeira e inauguradas as exposições “O Carvalhal – Uma Manifestação de Património Cultural Imaterial (Coleção da Junta de Freguesia do Souto da Casa)” e “Livros Proíbidos pelo Estado Novo (Coleção de António Lourenço Marques Gonçalves)”.
Rumou-se então ao Cavalhal, onde decorreu a plantação do Castanheiro dos 50 Anos de Abril, a sessão micro aberto “Grito de Liberdade”, o ritual do tiro e o almoço comunitário.
Durante a tarde teve ainda lugar o colóquio “A Canção ainda é uma Arma?” e de seguida regressou-se ao Souto da Casa, onde decorreu um lanche convívio.
A Tomada do Carvalhal constitui uma tradição do povo do Souto da Casa, em que todos os anos, na quarta-feira de cinzas, a população junta-se e, ao tiro de morteiro, ruma ao Carvalhal, em plena Serra da Gardunha, de forma a comemorar a sublevação do povo perante a tentativa por parte da família Garrett de impedir a população de cultivar os terrenos constituintes do Carvalhal. Para a população, o Carvalhal não era nem poderia ser propriedade de uma só pessoa, mas sim de todo o Povo do Souto da Casa, que era quem trabalhava e amanhava aquelas terras desde sempre.




