Germano de Sousa homenageado
Durante ato académico na , administrador e fundador do Grupo Germano de Sousa defendeu a necessidade de mais investigação na área da Fibromialgia
“Tudo aquilo que nós fizermos para investigar a Fibromialgia, para ir mais além, é fundamental”.
Foi desta forma que o Prof. Dr. Germano de Sousa reagiu ao ser homenageado pela Academia Portuguesa de Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica, numa cerimónia que teve lugar, no dia 12 de abril, nas instalações da Faculdade de Engenharia da Universidade da Beira Interior (UBI), na , região Centro de Portugal.
Além de médico especialista em Patologia Clínica e catedrático, este novo Académico de Número da Academia Portuguesa de Fibromialgia é administrador e fundador do Grupo Germano de Sousa, que se destaca por ser um renomado Centro de Medicina Laboratorial, onde são realizadas análises clínicas em todo o País.
Segundo Germano de Sousa, receber esta distinção é fruto também da sua pesquisa na área da Fibromialgia.
“Como é óbvio, senti-me muito honrado por se terem lembrado de mim e estava surpreso, porque, apesar de tudo, acho que os meus méritos são numa área que habitualmente não está relacionada com a Fibromialgia, exceto que tenho feito e investigado sobre o assunto.
Depois, porque foi o Professor José Luís Arranz Gil que me telefonou a dar essa novidade, e eu realmente achei que era merecida, mas que, ao mesmo tempo, me enchia de algum orgulho”.
Ainda de acordo com o administrador e fundador do Grupo Germano de Sousa, a sua interação com a Academia Portuguesa de Fibromialgia passa agora por “ter disponibilidade para frequentar as reuniões e delinear ações em concreto diante do cenário de investigação no campo dessa enfermidade que assola dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo”.
“Realizei, há pouco tempo, algo ligado à fadiga crónica. Foi um encontro com oradores de todo o mundo relacionado com a fadiga crónica e agora há muito mais razão para a gente continuar”, destacou Germano de Sousa.
Durante a cerimónia, este catedrático proferiu um discurso de aceitação como académico intitulado: “Contribuições da Patologia Clínica para o Diagnóstico Diferencial e Orientação Etiológica da Fibromialgia”. Dessa comunicação, este Professor espera que o público tenha ficado com a exata noção da “importância que eu pessoalmente dei e dou a uma Academia como esta sobre uma doença que, infelizmente, é ainda para muita gente, e até para muitos médicos, pouco conhecida”.
“É importante frisar que, apesar de quererem ou não aceitar, esta doença existe e, infelizmente, inferniza a vida de muitos doentes, e que tudo aquilo que nós fizermos para investigar, para ir mais além, é fundamental”, destacou este investigador.
Para José Luis Arranz Gil, presidente da Academia Portuguesa de Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica, este é um reconhecimento merecido pelo caminho realizado pelo homenageado no âmbito da investigação médica e laboratorial.
“O Prof. Dr. Germano de Sousa é conhecido pela sua excelência profissional como Médico Patologista Clínico e, por anos, de diversas intervenções que representam um marco significativo na sua carreira para o campo da medicina em Portugal.
A sua nomeação como Académico de Número visa reforçar o seu compromisso com o avanço do conhecimento e o apoio aos doentes com condições crónicas”, defendeu José Luis Arranz Gil, que é também diretor da Unidade de Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica na Mutualista Covilhanense e professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Beira Interior (UBI), também na .
O evento contou com a parceria da Associação Mutualista Covilhanense, da Universidade de Beira Interior e da Faculdade de Ciências de Saúde da UBI.
Estiverem presentes diversas personalidades locais, como o reitor da Universidade da Beira Interior, Mário Raposo, bem como representante da União das freguesias de e Canhoso, além de membros da Academia Portuguesa de Fibromialgia, entre outros nomes.
O encontro serviu também para recordar Carlos Silva, um dos membros da direção da Academia Portuguesa de Fibromialgia, e impulsionador desta iniciativa, falecido em março.
A sua família recebeu, em tom de homenagem póstuma, uma Medalha e o Diploma de nomeação de Carlos Silva como Académico Emérito de Honra.
João Morgado, vice-presidente da Academia Portuguesa de Fibromialgia, recorda que a Academia tem auxiliado na investigação e nas discussões em torno do tema da Fibromialgia.




