“Castelo Branco? É o distrito mais esquecido do país político”. Chega começa Jornadas Parlamentares
O líder do grupo parlamentar Chega, André Ventura, explicou a escolha de Castelo Branco para dar início às Jornadas Parlamentares do partido, subordinada aos Desafios Orçamentais para 2025, que decorrem entre os dias 09 e 10 de setembro.
“Temos feito um esforço para sermos um partido da coesão e da integridade territorial e acho que Castelo Branco tem sido dos distritos mais esquecidos pelo país político e faz sentido que os partidos grandes façam em Castelo Branco os seus grandes eventos”. André Ventura falava no Hotel Meliá, na véspera da nova ronda de negociações do Orçamento de Estado, afirmando que o Chega vai à reunião com o Governo mas mantém que está fora das negociações do OE2025, para conhecer o “cenário macroeconómico”.
“O Governo disse que tinha dados para apresentar e o Chega é um partido responsável e, portanto, vai ouvir o que o Governo tem para dizer”, explicou.
Também se pronunciou sobre a atual fuga dos cinco reclusos do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, colocando responsabilidades na Ministra da Justiça e no Diretor dos Serviços Prisionais. Declarou ainda que a coligação entre “Marcelo e Montenegro não está a resultar”.
“Num distrito onde há anos só se ouvia falar de PS e PSD, o Chega chegou para ter representação para sempre neste distrito do interior. É um orgulho estar nestas Jornadas com 50 deputados”, disse.
Estas são as primeiras Jornadas do Chega na atual legislatura com um programa que dura dois dias e que também conta com a presença de João Ribeiro, deputado eleito pelo distrito na Assembleia; Manuel Lemos, presidente da confederação nacional da economia social; Francisco Calheiros, presidente da confederação do turismo de Portugal; Nuno Serra, secretário geral da Confagri e Luís Mira, secretário geral da CAP, entre outros.
O primeiro dia incidiu sobre os desafios da economia, atração e fixação de jovens e com um painel dedicado ao tema “Acreditar no mundo rural”.




