Movimentação de guardas em Vale de Judeus “foi uma infeliz ideia, não foi simulacro”
Na passada segunda-feira, no Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, vários guardas prisionais foram vistos a correr nas imediações da prisão, naquilo que se pensou que fosse um simulacro. Mas, afinal, não foi disso que se tratou.
“Aquilo não foi simulacro, aquilo foi o chefe da cadeia que se lembrou de chamar os guardas que estavam – até há um guarda que vem a entrar à civil que ia ser ouvido pela PJ e lembrou-se de ir a correr para lá. E até foi o próprio dirigente da direção-geral que lhe disse ‘vocês, se isto fosse real, estavam todos mortos’. Aquilo não foi simulacro, foi o chefe da cadeia que teve uma infeliz ideia”, disse à CNN Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional.
Citado pela CNN, para o dirigente sindical, não são necessários simulacros, mas sim equipas de reação e um plano eficaz para estas situações de fugas dos Estabelecimentos Prisionais, mas “não há planos para nada”.
“Se houvesse uma equipa de reação, não precisávamos de simulacro para nada. Havia um plano para estas situações de fugas. Isso é que não existe nos serviços prisionais e isso é que nos preocupa, isso é que nós temos falado. Devia haver um plano de atuação em caso de fugas, de catástrofe, de qualquer coisa, não há planos para nada”, lamenta e lembra que os reclusos “estudam” o trabalho dos guardas prisionais.
O presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional diz ainda que os dois problemas mais visíveis são a falta de efetivos e a falta de um plano e que isso mesmo será transmitido à ministra da Justiça
Recorde-se que cinco reclusos fugiram no sábado do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, em Alcoentre, no concelho de Azambuja, distrito de Lisboa. A fuga foi registada pelos sistemas de videovigilância pelas 09:56, mas só foi detetada 40 minutos depois, quando os reclusos regressavam às suas celas.
Os evadidos são dois cidadãos portugueses, Fernando Ribeiro Ferreira e Fábio Fernandes Santos Loureiro, um cidadão da Geórgia, Shergili Farjiani, um da Argentina, Rodolf José Lohrmann, e um do Reino Unido, Mark Cameron Roscaleer, com idades entre os 33 e os 61 anos. Os elementos ainda não foram capturados.
Foto: Sábado
