Cessação de funções de Serra dos Reis
“Premeditada tentativa de assassinato político e de caráter”
Serra dos Reis é candidato a “candidato pelo PS à Câmara Municipal da ”
O vereador da Câmara Municipal da , Serra dos Reis, esclarece, em nota de imprensa, a sua cessação de funções em regime de permanência e vice-presidência da Câmara Municipal da , no seguimento do despacho de dia 20 de dezembro, às 18H58, pelo presidente da Câmara Municipal e decide apresentar ao PS a sua candidatura a “candidato pelo PS à Câmara da “.
“1 – No que respeita ao despacho do Sr. Presidente, nada a opor, os pelouros são da sua inteira competência e responsabilidade; atribui ou retira os pelouros aos vereadores sempre que entender.
2 – Quanto ao tempo e à forma como o Sr. Presidente procedeu à sua promoção e divulgação, manifesto total discordância. Fê-lo por métodos absolutamente inadmissíveis e incompreensíveis, ou seja, com total falta de ética e urbanidade, sem me olhar nos olhos e falar comigo pessoalmente.
Assinou-o e divulgou-o, direta ou indiretamente, em toda a comunicação social, nas vésperas de Natal, não respeitando a celebração, o convívio e a reunião familiar.
Só quem não tem ou não dá importância à família é que toma atitudes destas.
Foi uma premeditada tentativa de assassinato político e de caráter.
3 Um jornal regional, recentemente, com recurso a fontes não identificadas, produziu e divulgou informações, com as quais discordo, pelo que venho, na primeira pessoa, contraditar os factos aí mencionados;
– Reafirmo que tive conhecimento do despacho pela comunicação social, na manhã de sábado (dia 21 de dezembro de 2024), quando me encontrava fora do concelho. Depois de alertado, li a única comunicação que tive do Sr. Presidente que foi um email a que anexou o despacho e em que tecia rasgados elogios ao meu desempenho, agradecendo a minha dedicação e referindo que a sua decisão se prendia com a necessidade de reorganizar pelouros e serviços.
– No dia anterior ao referido despacho, estivemos num almoço de trabalho entre eleitos, com a presença do Sr. Presidente e nada fazia prever tal desfecho.
– No artigo do jornal refere-se que Vítor Pereira está convicto que eu estaria por detrás das posições da Junta e da Assembleia de Freguesia de Cortes que têm sido críticas em relação às decisões do Sr. Presidente da Câmara. As tomadas de decisão, desta Junta e da Assembleia, são da sua inteira e exclusiva responsabilidade e em nada me vinculam às mesmas. Sei apenas que os princípios e valores do PS dizem que ninguém pode ser condicionado na sua liberdade de pensar, agir e decidir.
Nunca condicionei, não condiciono nem condicionarei ninguém, independentemente da dependência laboral ou institucional que tenha comigo. Muito menos seria capaz de instrumentalizar pessoas ou instituições.
Se no PS há quem pense o contrário, está no partido errado. Sou um homem de ação, valorizo muito o trabalho em equipa, sou pela conciliação, consenso, respeito pela liberdade individual de cada um e pela solidariedade pessoal e institucional.
O modo como dirigi a Assembleia Municipal, as instituições a que presido, há mais de 30 anos, e os Pelouros que me estavam confiados falam por si.
– Nesse mesmo artigo, alude-se a uma alegada falta de lealdade para com o Sr. Presidente. Tenho de cingir-me aos factos: A única discordância que tive com o Sr. Presidente da Câmara deve-se ao facto de este me ter querido condicionar, na divulgação, através das minhas redes sociais, das obras e empreendimentos públicos ou privados que tão arduamente conseguimos captar para o concelho da .
O argumento foi que só o Sr. Presidente podia promover e anunciar novos investimentos. Não concordando com tal opinião, continuei a promover publicamente a atividade do coletivo autárquico e a valorizar a onda de investimentos na .
Fi-lo também, porque não aceito o culto de personalidade, muito menos, no momento em que o atual Presidente não pode renovar o seu mandato. Sempre fui, sou e serei leal e solidário institucionalmente para com o Órgão Executivo.
Tudo farei, como Vereador, para manter o seu equilíbrio e o seu bom funcionamento, em defesa do interesse dos covilhanenses.
Entenderia o incómodo que a divulgação do meu trabalho pudesse causar à oposição, mas não compreendo o incómodo do Sr. Presidente.
– Ao contrário do que diz o Sr. Presidente, nunca usei a Câmara nem o Urbanismo para me promover.
A Câmara e o Urbanismo é que ganharam imagem de eficiência e eficácia graças ao meu trabalho, bem complementado pelos excelentes técnicos e demais colaboradores que aí trabalham.
O Urbanismo e o Planeamento da são, hoje, uma referência a nível nacional, no que toca à simplificação e transparência de procedimentos, nas respostas e licenciamentos na hora, na desmaterialização, na adaptação e alteração de Planos e no apoio aos projetos internos e externos.
Assim o afirmam, publicamente, os empreendedores, os investidores no concelho, os requerentes e os gabinetes de projetos.
A mesma fonte jornalística adianta que o Sr. Presidente acha que eu estaria, à margem do PS, a promover uma candidatura à Câmara Municipal.
Não escondi nem escondo que tenho sido frequentemente abordado e o Sr. Presidente, provavelmente também, por personalidades da sociedade civil que, nos últimos tempos, vinham estimulando a minha candidatura à Câmara Municipal da .
Refiro que não há candidaturas à margem do Partido Socialista.
Cada militante, no uso dos seus direitos, tem a liberdade de se apresentar como candidato a candidato.
Entendo que o próximo candidato e a base da lista PS devem sair do atual Executivo, pois em equipa que ganha não se mexe.
Em 1985, o PS não reconduziu uma equipa ganhadora e como tal, perdeu a Presidência da Câmara por 8 anos, repetiu o mesmo erro em 1997, perdeu a Presidência por mais 16 anos.
Nem sempre concordei com os candidatos apresentados pelo PS mas, depois de escolhidos, sempre trabalhei afincadamente para a sua eleição.
Em 2013, como Presidente da Concelhia, o trabalho que desenvolvi foi determinante para a eleição do atual Presidente da Câmara Municipal. O Presidente da Câmara Municipal da e os militantes do PS sabem bem do que falo.
Gosto de resolver os problemas das pessoas.
Nunca deixo para amanhã o que posso fazer hoje.
Tenho orgulho no trabalho da equipa, sou pela continuidade, porque o PS perdeu sempre que não reconduziu equipas ganhadoras.
Contudo, reconheço a necessidade de planear estrategicamente e implementar projetos estruturantes que promovam o desenvolvimento sustentável e harmonioso do nosso Município e o bem estar dos nossos concidadãos.
Porque ambiciono mais para o nosso concelho, decidi apresentar a minha candidatura de candidato a “candidato pelo Partido Socialista à Câmara Municipal da ”.
Desta pretensão já informei os Órgãos do meu Partido, a quem solicitei que a minha candidatura siga as tramitações processuais de acordo com as normas, regulamentos e estatutos do PS.
Espero que este seja o momento para dar voz aos militantes e aos eleitos, no concelho da .
Desde 2013 que não se cumpre a alínea j) do artigo 25 dos estatutos do PS, ou seja, a Comissão Concelhia deve “organizar duas reuniões anuais dos socialistas do concelho (militantes e autarcas) … .” Que estas reuniões se promovam e que todos os militantes se possam pronunciar sobre o destino que querem para o nosso concelho e possam participar, na escolha do candidato, através de eleições diretas”.
